?

Log in

No account? Create an account

digital vs físico
rosas
innersmile
Na polémica livro físico vs livro digital, concordo com a opinião do Sr. Eduardo de Souza Caxa, expressa nas conversas no G+ : o objecto físico é fascinante, mas na hora de ler marcha o que estiver mais à mão.

Mas seja como for, a minha experiência de leitor de ambos os formatos permite-me chegar a duas conclusões.

A primeira é que é que, para mim, claro, é muito mais fácil ler livros em suporte digital, nomeadamente no Kindle, do que livros físicos. Tem a ver com a comodidade, com o peso, com a portabilidade, mas não só. Particularmente no que se refere aos clássicos e aos livros grandes, que tendem a ter manchas gráficas mais cerradas e um tipo mais pequeno, é uma vantagem poder aumentar o tamanho da letra e aligeirar a mancha gráfica. O que torna logo a leitura mais fácil, permitindo-me ler durante maiores períodos de tempo sem precisar de fazer pausas, e sobretudo mais rápida.

Mas, por outro lado, tenho também concluído que os livros que leio em suporte físico acarretam um maior envolvimento, como se me obrigassem a concentrar-me mais e, consequentemente, ficam mais tempo comigo. Tem também a ver, julgo eu, com o facto de com um livro físico, temos acesso ao livro todo a qualquer momento, podemos folhear rapidamente à procura de qualquer coisa, fazemos uma avaliação automática e permanente do nosso ponto no livro, sem precisar de dar toques no ecrã, de abrir janelas, de percorrer índices.

Em suma, são experiências diferentes. Há livros que não teria lido se não fosse o kindle, e estou a pensar, por exemplo, na minha paixão pelo Machado de Assis, que foi quase toda construída através de livros digitais. Ou no Quarteto de Alexandria, de Lawrence Durrell. Mas há livros que li em formato digital que gostava de os ter lido em livro físico, como, por exemplo, dois dos três volumes dos diários do Christopher Isherwood. Mas sendo experiências diversas, o importante é o essencial: o prazer (ou o vício) da leitura.
Tags: