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innersmile
Há muito tempo que tinha a ideia de vender os discos de vinil, os meus e os dos meus pais. Havia alguns que queria guardar, não tanto pelos discos e mais pelas capas, tive até a ideia de fazer quadros com as capas dos meus vinis favoritos e decorar uma parede cá de casa só com essas capas.

Ontem comecei oficialmente a desmantelar a casa dos meus pais, a tentar inventariar o que lá há, separar o que vale a pena guardar daquilo que é para dar, ou mesmo para deitar fora. Os discos de vinil, LP’s e singles foram os primeiros a ir: encontrei o contacto de um tipo que compra discos em vinil, ele foi lá a casa e levou duas ou três centenas de discos por oitenta euros. Foram todos, assim foi mais fácil, mas já me lembrei de quatro de que me arrependi de não ter guardado.

Oitenta euros!, foi o que valeram umas décadas valentes de música, que sempre se ouviu em casa do meus pais, desde sempre, desde que me lembro. Mesmo nos meus anos de rebeldia adolescente nunca houve aquele generation gap de gostos musicais tão frequente e característico. Sempre se ouviu e gostou de música, de todo o tipo de música. A música sempre foi um lugar onde nos encontrámos; e até há bem pouco tempo alguns dos discos de vinil foram tocados na velha aparelhagem que funciona há perto de cinquenta anos.