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rosas
innersmile
Em julho de 2012 fui ao Algarve conhecer a minha sobrinha neta, que tinha nascido em maio. Apaixonei-me pela miúda e por isso, depois de anos sem lá ir, nos meses seguintes fiz muitas vezes essa viagem: entre esse mês de julho e o de agosto do ano seguinte, foram 8; e até agosto do ano passado, um total de 13 (desde agosto que não vou lá, por causa das complicações que tenho tido na minha vida nestes últimos meses).

A maior parte dessas viagens foi feita de carro, e frequentemente sozinho (se bem que adorei, das vezes que fui de comboio), e deram-me a oportunidade de atravessar o Alentejo em diferentes alturas do ano e até a diversas horas do dia. Conheço mal, fui lá poucas vezes e há muito tempo, sobretudo o interior e as cidades, mas essa experiência de o atravessar repetidamente foi inesquecível, quase cinematográfica: reconhecer as paisagens e atentar as alterações, nas cores, na luz, e sobretudo os estado de alma que provocam em quem as observa.

Tenho saudades de ir lá abaixo; saudades da minha baby, dos meus sobrinhos, daquela sensação de transitoriedade que experimentamos quando estamos fora da nossa rotina, dos nossos hábitos, da nossa vida. Mas também tenho saudades de atravessar o Alentejo, das cores sempre diversas dos campos, do perfil recortado das árvores, da solidão das casas, do sentido da vida dos animais que pascem sem pressa, do desenho das nuvens no céu, e do azul azul azul.