December 28th, 2014

rosas

inventário II: livros

À semelhança do que fiz no ano passado, agrupo os livros conforme se trate de ficção ou não ficção (incluindo a poesia na primeira categoria), em língua portuguesa ou noutras. As excepções são as que dão jeito para juntar autores (por exemplo, dois livros de Isherwood, seguem juntos ainda que pertencentes a géneros distintos). Os títulos das obras seguem na língua em que as li.

Ficção em Língua Portuguesa

- Luiz Alfredo Garcia-Roza, Berenice Procura
- Luiz Alfredo Garcia-Roza, Espinosa Sem Saída
- Luiz Alfredo Garcia-Roza, Na Multidão
- Luiz Alfredo Garcia.Roza, Céu de Origamis
- Caio Fernando Abreu, Morangos Mofados (eB)
- João Ubaldo Ribeiro, A Casa dos Budas Ditosos
- João Ubaldo Ribeiro, Um Brasileiro em Berlim (eB)
- Rubem Fonseca, Agosto (eB)
- Rubem Fonseca, E do mundo prostituto só amores guardei ao meu charuto (eB)
- Machado de Assis, Quincas Borba (eB)
- Z.A. Feitosa, O Íntimo Ofício
- Eduardo Carbone, O Pássaro Arcaico
- Manuel Bandeira, Poemas Religiosos e Alguns Libertinos
- Paulo Azevedo Chaves e Raimundo de Morais, Poemas Homoeróticos Escolhidos (eB)

- Margarida Leitão, Instantâneos - fragmentos de memória
- Henrique Levy, Praia Lisboa
- José Eduardo Agualusa, A Vida no Céu (eB)
- José Saramago, O Homem Duplicado (eB)
- Norberto Morais, O Pecado de Porto Negro
- João César Monteiro, Obra Escrita 1
- Frederico Lourenço, O Curso das Estrelas
- Frederico Lourenço, Pode Um Desejo Imenso
- Frederico Lourenço, À Beira do Mundo
- António José Almeida, Arco da Porta do Mar

Não Ficção em Língua Portuguesa

- João Roque, Ilha de Metarica: Memórias da Guerra Colonial
- Luís Chainho e João Máximo, Oeste Selvagem Americano (eB)
- Luís Amorim de Sousa, Cadernos do Potomac
- João Manuel Neves, Dori e Pancho Guedes
- Rita Ferro, Veneza Pode Esperar - Diário I
- Manuela Gonzaga, Moçambique, Para a Mãe se Lembrar Como Foi
- Marta Dhanis, O Caso Renato Seabra: Por Detrás das Cortinas
- João Magueijo, Bifes Mal Passados
- Frederico Lourenço, Estética da Dança Clássica
- Eugénio Lisboa, Acta Est Fabula - Memórias - Peregrinação: Joanesburgo, Paris, Estocolmo, Londres 1970-1996
- VVAA, Cinema e Cultura Queer

- Barnabé Lucas Ncomo, Uria Simango - Um Homem Uma Causa (eB)
- Nelson Motta, Noites Tropicais (eB)
- Zetho Cunha Gonçalves, Notícia do Maior Escândalo Erótico-Sexual do Século XX em Portugal

Ficção, Outros Idiomas

- Armistead Maupin, The Days of Anna Madrigal (eB)
- Armistead Maupin, Jackie Old (eB)
- David Leavitt, Arkansas
- Christopher Isherwood, Christopher And His Kind
- Christopher Isherwood, Liberation - Diaries 1970-1983 (eB)
- Andrew Holleran, Dancer From The Dance
- John Rechy, City of Night
- John Rechy, Numbers

- Alice Munro, Amada Vida
- Alice Munro, A Vista de Castle Rock
- Jane Austen, Pride and Prejudice (eB)
- Jan Morris, Hav
- Edward St Aubyn, Alguma Esperança + Leite Materno
- W.G. Sebald, Os Anéis de Saturno
- Jorge Luis Borges, Ficções
- Arturo Pérez. Reverte, O Franco-Atirador Paciente
- Joel Dicker, A Verdade Sobre o Caso Harry Quebert
- Anders de la Motte, O Jogo

Não Ficção, Outros Idiomas

- Stephan Pastis, Pérolas a Porcos 2
- Stephan Pastis, Pérolas a Porcos 3
- Robert Byron, A Estrada Para Oxiana
- Alain de Botton, Como Pensar Mais Sobre Sexo
- Paul Theroux, Último Comboio Para a Zona Verde
- Alan Bennett, A Life Like Other People’s (eB)

Granta Portugal 3: Casa
Granta Portugal 4: África

Pelas minhas contas, se não falhou nenhum, foram 64 livros, dos quais mais de metade (38) escritos em língua portuguesa, e 16 lidos em formato electrónico (eB). Uma autora em estreia, Alice Munro, com dois livros; Garcia-Roza bateu o recorde, com quatro (vou ter saudades, quando não tiver mais livros de Espinosa para ler), tal como Frederico Lourenço, mas neste caso a trilogia de Pode Um Desejo Imenso foi uma releitura. E os autores de sempre: Isherwood (dois livros), Saramago, Theroux, Sebald, a Jan Morris, o Agualusa, o Rubem Fonseca, o João Ubaldo, entre outros. E três livros muito especiais, escritos por amigos muito queridos.

Se eu tivesse que escolher, destes todos, apenas cinco para levar para a proverbial ilha deserta, seriam os seguintes:
- A Estrada Para Oxiana, de Robert Byron, uma obra-prima da literatura de viagens e o livro que mais gostei de ler este ano.
- Morangos Mofados, do Caio F, um dos livros que me faltava ler daquele que é um dos meus ‘pais’ literários, e seguramente um dos seus melhores.
- Agosto, de Rubem Fonseca, um livro perfeito, escrito por aquele que será muito provavelmente o melhor escritor de língua portuguesa vivo.
- Christopher And His Kind, do Christopher Isherwood, um dos seus livros de que mais gostei e que reforçou o fascínio (ia escrever o amor) que sinto pelo autor.
- Os Anéis de Saturno, de W.G. Sebald, porque há qualquer coisa nos livros de Sebald (e este será um dos seus três melhores) que demonstra, sem todavia descodificar, o grande mistério do homem e do seu mundo.

abyron amorangos arubem aisherwood asebald
rosas

inventário III: cinema

O ano cinéfilo não foi propriamente prolixo, mas mesmo assim ainda dá para fazer umas listinhas.

Começando pelo princípio, acho que foram estes os 5 filmes que me deram mais gozo ver, por ordem de preferência:

1. Boyhood, de Richard Linklater
2. The Grand Budapest Hotel, de Wes Anderson (vi 2 vezes)
3. E Agora? Lembra-me, de Joaquim Pinto e Nuno Leonel
4. Only Lovers Left Alive, de Jim Jarmusch
5. Pride, de Matthew Warchus

A short list de onde saíram estes cinco, incluía mais 10 (por ordem alfabética):

- 12 Years a Slave, de Steve McQueen
- A Most Wanted Man, de Anton Coibijn (também leva o prémio de interpretação para o malogrado Philip Seymour Hoffman, que saudades o cinema vai ter dele)
- American Hustle, de David O’Russell
- Dallas Buyer Club, de Jean-Marc Vallée
- Fado Camané, de Bruno de Almeida (vi 2 vezes)
- Getúlio, de João Jardim
- Jersey Boys, de Clint Eastwood
- La Grande Bellezza, de Paolo Sorrentino
- Philomena, de Stephen Frears (vi 2 vezes, que filme tão adorável)
- The Wolf of Wall Street, de Martin Scorsese (fartaram-se de cascar no filme, mas eu gostei deste regresso de Scorsese ao excesso de antigamente)

Há ainda uma listinha de 5 filmes muitos especiais, vistos em condições também elas especiais, em sessões promovidas pelo cineclube Fila K. São eles:

- Peeping Tom, de Michael Powell
- The Red Shoes, de Michael Powell e Emeric Pressburger
- Stop Making Sense, de Jonathan Demme e os Talking Head
- Singin’ in The Rain, de Gene Kelly e Stanley Donen (arriscaria dizer que há-de ter sido o filme que vi mais vezes na vida)
- The Wizard of Oz, de Victor Fleming

E finalmente o granel, os outros filmes que vi ao longo do ano, uns melhores do que outros, alguns que se calhar mereceriam estar numa das listas principais, mas as escolhas são o que são e o futebol é mesmo assim (ainda por ordem alfabética, por causa das susceptibilidades):

- August: Orange County, de John Wells (a Meryl Streep deste ano foi um bocadinho irritante)
- Chef, de Jon Favreau
- Enemy (O Homem Duplicado), de Dennis Villeneuve
- Grace of Monaco, de Olivier Dahan
- Gone Girl, de David Fincher
- Her, de Spike Jonze (a propósito de filmes que mereciam estar numa das outras listas…)
- Interstellar, de Christopher Nolan
- Lucy, de Luc Besson
- Magic in The Moonlight, de Woody Allen
- Ocho Apellidos Bascos, de Emilio Martinez-Lázaro
- Saving Mr. Banks, de John Lee Hancock
- Snowpiercer, de Bong Joon-ho
- Tal Pai Tal Filho, de Hirokazn Koreeda
- The Monument’s Men, de George Clooney
- Yves Saint Laurent, de Jalil Lespert