November 23rd, 2014

rosas

obra escrita 1, cinema e cultura queer

Dois livros que fui lendo devagar e de modo intermitente, ao sabor dos finais de tarde de fim de semana, por entre outras leituras, e ambos relacionados com o cinema.

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O primeiro volume da Obra Escrita de João César Monteiro reúne o material escrito pelo realizador para os seus quatro primeiros filmes, entre eles Veredas e o magnífico Silvestre, o primeiro filme que vi do realizador e que me fez aderir para sempre ao seu cinema. Já não havia dúvidas mas este volume prova duas coisas: que o cinema de JCM tem uma relação estreitíssima com a literatura, e que independentemente de escrever para cinema, JCM era um escritor, na acepção total da palavra.

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Excelente obra de referência, não apenas no que respeita à história do festival, mas em relação ao próprio cinema, particularmente o nacional: muito informativo, mas também bons artigos enquadradores e de contexto crítico. É um daqueles volumes indispensáveis para quem se interessa por cinema, e pela cultura queer e gay, e que dá jeito ter sempre ao pé para poder consultar quando necessário. Foi editado este ano, por ocasião da 18ª edição do festival de cinema queer de Lisboa, traz uma enorme mais valia: a primeira revisão alargada e, tanto quanto me pareceu, bastante completa da história do cinema português, ou melhor dos filmes portugueses que trazem de forma mais ou menos indelével a marca da homossexualidade.