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domingo (heureusement)
rosas
innersmile
O melhor do fim de semana foi a visita, ontem, dos amigos. O João, o Duarte e a Margarida vieram a Coimbra, passear e conhecer o gato. Almoçámos no restaurante indiano da baixa, viemos cá a casa para conhecerem a fera, e depois fomos passear: ao Castelo de Montemor-o-Velho, à Figueira da Foz, para comer gelados e para o João matar saudades, e ainda houve tempo, e luz, para um salto à Serra da Boa Viagem (com paragem obrigatória no Miradouro da Bandeira) e a Quiaios.

Os meus dias recentes têm sido um bocado sombrios, e soube-me muito bem a companhia dos meus amigos, a conversa descontraída e solta (sobre livros, claro, mas também com algum gossip, indispensável), as histórias deliciosas das férias do João na Figueira. Foi um domingo em cheio, que me deixou com saudades dum futuro com novos passeios.

Não costumo pôr aqui fotos pessoais, nem próprias nem dos amigos, mas desta vez abro uma excepção, e aqui fica uma amostra do domingo, com pose no Paço das Infantas.

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magarefe
rosas
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"Desde que, finalmente, arranjara um empregado de confiança para o açougue, Tulentino Trajero dispunha de mais tempo para os seus biscates de magarefe, indo e vindo ao açougue conforme a corrente de trabalho fora de portas. Tinha clientes nos quatro cantos da cidade e nos outros quatro fora dela. Criadores chegavam a aguardar semanas pelos gumes da sua faca, a qual granjeara já tanta fama quanto o dono. Mestre Tulentino, como era conhecido e chamado, auferia do respeito supersticioso em tempos devotado aos carrascos. Não por tratar com a morte, mas pela forma distinta como a servia: sem sofrimento nem dor. Pelo menos na aparência.
- Se toda a morte fosse assim - disse uma ocasião um fazendeiro das redondezas -, nunca se teria inventado a religião."


- Norberto Morais, O PECADO DE PORTO NEGRO (Casa das Letras)