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ocho apellidos vascos
rosas
innersmile
Fui, no fim de semana, ver o filme Ocho Apellidos Vascos, do realizador espanhol Emilio martínez-Lázaro, muito por curiosidade: tenho uma amiga que é natural do País Basco, que me recomendou o filme, e queria ver como é que a região, e a sua idiossincrasia cultural, aparecia tratada numa comédia mainstream, sem qualquer caução política.

A história põe em confronto duas realidades bem diversas do enorme país que é a Espanha: de um lado uma certa rudeza própria dos bascos, do outro, a imagem um pouco pirosa dos sevilhanos (é uma das frases do filme: posso até deixar de usar a medalha da Marcarena, mas no gel do cabelo ninguém toca!) Sem grandes ambições, trata-se de uma comédia bem feita, divertida qb, e que mostra como o cinema espanhol é capaz de construir estes produtos dirigidos ao grande mercado interno e com grande aceitação popular. E há um aspecto que apesar de tudo me parece importante: a possibilidade de se utilizar o nacionalismo basco para o efeito comédia, a indiciar que as décadas de violência extrema podem de facto estar definitivamente ultrapassadas.
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