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na multidão
rosas
innersmile
6542059

Mais uma aventura de Espinosa nas ruas de Copacabana, num mistério que, desta vez, cruza um aparente acidente que vitima uma pensionista anónima com inquietantes memórias da infância do delegado da 12ª esquadra. Não sei se foi uma certa homofonia, mas Hugo Breno fez-me lembrar o Charles Bruno de Patricia Highsmith, de Strangers on a Train, quer na psicopatia das personagens quer no carácter utilitário do recurso ao crime.

Como sempre em Garcia-Roza, a cidade é a verdadeira protagonista do romance, desta vez centrado no Bairro Peixoto, o próprio lugar onde Espinosa mora. E há uma história lateral, de leve perfume sáfico, que é pena não ter sido mais explorada, mas que chega a perturbar, no bom sentido, o fio da narrativa principal.