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monty python live (mostly)
rosas
innersmile
Foi uma experiência muito engraçada, a de assistir ontem, numa das salas de cinema do centro comercial, à transmissão em directo do último de uma série de concertos que os Monty Python fizeram no O2 de Londres. Supostamente terá sido o derradeiro espectáculo EVER dos MP (tanto que aparece no final a menção 1969-2014, logo a seguir à de Graham Chapman, 1941-1989), mas sabendo como estas coisas são, e como o confirmou o sketch pré-show com o Mick Jagger, talvez um dia ainda voltem, com as canções e as piadas de sempre.

O espectáculo chama-se Monty Python Live (mostly), e junta pedaços das séries originais dos Python, novos sketches ou desenvolvimentos de alguns dos gags clássicos do grupo, as canções incontornáveis, e números musicais de song & dance. Tudo com muito humor, menos selvagem do que costumava ser mas ainda assim pretty wild, muitas piscadelas de olho aos fãs, e um sentimento de diversão que, apesar de tudo, dos anos e dos egos e das zangas, é espontâneo e sincero.

O profissionalismo e e o sentido de performance do espectáculo só pode surpreender quem não conhece o teatro londrino, em especial o teatro musicado. O que me surpreendeu mais foi a possibilidade de fazer uma transmissão live para todo o mundo, em tempo real, com uma qualidade de transmissão impecável. Aliás, essa foi uma das coisas mais curiosas que senti, por um lado a sensação de que estava a ver uma emissão pré-gravada, como um qualquer filme visto ali naquela mesma sala, de tal forma tudo corria sem qualquer tipo de perturbação; e por outro a noção de que estava de facto a assistir a uma coisa que estava a acontecer naquele mesmo momento, num sítio distante, como o provavam as improvisações dos actores, as deixas falhadas, e as imagens da própria sala onde a função estava a decorrer.
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ainda o show dos python
rosas
innersmile
Escrever à pressa é no que dá, fica sempre muito por dizer. Queria acrescentar, em relação ao espectáculo dos Python na O2 Arena, que o meu momento preferido do show foi a participação do cientista Stephen Hawking. Primeiro porque foi absolutely brilliant: depois do Eric Idle cantar a Galaxy Song (que é umas minhas 3 canções preferidas dos MP), aparece um cientista, o físico Brian Cox, a comentar que a letra da canção está cheia de erros científicos; então, começa-se a ver ao longe um volume escuro que se aproxima de Cox, e quando chega perto percebemos que é Stephen Hawking que, claro, dá um empurrão a Cox que o atira para a água de um lago. Como se não bastasse, no plano a seguir vemos Stephen Hawking a afastar-se na sua cadeira e ele próprio a cantar a Galaxy Song. No fim do sketch, as câmaras na sala mostram Hawking entre a audiência.

Mas a razão porque este foi o meu momento preferido do espectáculo é porque ele representa na perfeição aquilo que é a relação dos Python com os seus fãs: um reconhecimento imenso, em que as palavras de circunstância e as palmadinhas nas costas são substituídas pelo gozo partilhado de fazer e desfrutar do humor. Naquela participação no show, Stephen Hawking, o maior cientista do seu, que é o nosso, tempo, éramos nós; e ao trazê-lo para o espectáculo, foi como se fossemos todos nós a participar.
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