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bennett, ler
rosas
innersmile
z6876703

Eis como um livro pode ser triste, tristíssimo, e ainda assim divertido, bem escrito, elegante. O dramaturgo Alan Bennett escreve uma memória da sua família, os pais, as tias, os avós, que é uma inevitável crónica da loucura, do envelhecimento, da morte.

Naturalmente, não consegui ler o livro sem relativizar, sem o relacionar com o meu próprio caso. Houve estadios nos processos de demência da mãe e de uma das tias que tem muitas semelhanças com o que está a acontecer na minha casa. É assim, muitas vezes (sempre?) os livros ensinam-nos a ler a vida, a percebê-la, até a aceitá-la.

A Life Like Other People’s foi o terceiro livro de Bennett que li, depois de Smut e de A Leitora Real. A sua escrita diverte-me, ensina-me e inspira-me ternura.


Agora estou a ler a revista Ler, que voltei a comprar no primeiro número de uma nova série, em que a publicação passa a ser trimestral. Gostei. Mais próxima de uma revista literária do que o formato magazine dos últimos números, e que deixei de comprar porque pura e simplesmente não a lia. Esta voltei a ler, devagar e com gosto. Aliás, ainda estou a lê-la e pelo menos vai ser assim no fim de semana. Uma entrevista da Ana Sousa Dias ao jornalista Ferreira Fernandes que é espantosa, à altura de entrevistadora e entrevistado. Esta noite, à boleia da insónia, li um conto de Alexandre Andrade, excelente.


A minha vida está outra vez um tumulto de angústia, medo e incerteza. Mas ainda não é o tempo de falar nisso.