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CoJE e jacinta
rosas
innersmile
A semana começou bem, do ponto de vista musical, e continua óptima (e, se tudo correr como previsto, ainda não acabou!): ontem à noite, no auditório do Conservatório de Coimbra, terminou a temporada de concertos da A2C2 com a primeira apresentação pública da big band CoJE, Coimbra Jazz Ensemble, que teve como convidada a Jacinta.

É sempre um privilégio assistir a concertos da Jacinta, que tem um jazz maduro, seguro e muito livre. Tem um vozeirão, é claro, mas o importante é que o sabe usar muito bem. O fraseado é solto, mas sempre fiel à música. O auditório do CC funciona melhor em modo acústico do que electrificado, e ontem pareceu-me que a amplificação não fazia inteiramente jus à voz da Jacinta, mas felizmente isso não roubou nada ao prazer de a ouvir.

O Coje, tal como se apresentou ontem, é formado por 16 músicos, com direcção musical do baterista, Rui Lúcio. A secção rítmica, além da bateria, tinha contrabaixo (excelente, João Cação), piano e vibrafone. Nos sopros, havia 5 saxofones, 3 trombones e 4 trompetes. Uma big band à maneira, composta por músicos jovens e profissionais, com respeito pela tradição do formato, e que apresentou standards com arranjos inventivos e arrojados, correndo mesmo o risco de sair da zona de conforto em que normalmente este tipo de agrupamentos se refugia.

Foi, graças ao CoJE e à Jacinta, uma noite de jazz a sério.
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