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búzios
rosas
innersmile
unnamed

Passei uma noite num barco de cruzeiro na baía de Ha Long, um dos locais mais extraordinariamente belos onde já estive. Os miúdos das aldeias lacustres ao redor da baía vinham nos seus barquitos a remos, junto do escaler, vender búzios e conchas de ostras. Comprei dois búzios, ‘un dolár’ cada, o A aberto, à francesa. Como tinham um cheiro muito intenso e desagradável, embrulhei-os num saco plástico e, quando cheguei a casa, pu-los no parapeito de uma janela, à varanda, para o cheiro desaparecer. E aí ficaram, até hoje. Ao sol inclemente e à chuva impiedosa. São búzios pequenos, mas quando os encosto ao ouvido, é ainda o marulho da baía que oiço.

(Vietnam, março 2008)