May 9th, 2014

rosas

a curva de um braço

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E sem aviso prévio ou a mínima suspeita, uma noite deitas a cabeça na almofada e os lençóis começam a arder. Os fantasmas comparecem, respondendo a uma convocatória que desconhecias. À tua volta tudo permanece na mesma e aparentemente feliz: há o sorriso de uma criança que guardas como uma fotografia; há a perspectiva absorta dos dias longos e vazios; há até a curva de um braço amante que finge regressar. Mas os rios subterrâneos começaram a correr e agora não os consegues fazer parar. Quanto durará isto, uma semana, um mês, o tempo que demoras a piscar os olhos, o sono de uma noite interminável?