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o nome dos gatos
rosas
innersmile


Dedicado a todos os meus amigos que adoram os gatos, e em especial para a Margarida, um clip onde me dedico a assassinar o célebre poema The Naming of Cats, de T.S. Eliot.

Este poema é o primeiro do livro The Old Possum's Book of Pratical Cats que, por exemplo, esteve na origem do célebre musical Cats, de Andrew Lloyd Weber, e que eu já vi duas vezes, uma no New London Theatre, no West End londrino, onde a peça estreou e se manteve em cena durante décadas, e outra no Coliseu de Lisboa.

Adoro este poema, a sua música, a cadência das palavras que nos conduz. E como me dá prazer dizer em voz alta os poemas de que gosto muito, não resisto a gravá-los e, perdida toda a vergonha, a pô-los aqui.

Claro que só faz sentido dizer o poema em inglês, mas é muito fácil encontrá-lo na net traduzido em português. Eu tenho uma edição bilingue d' O Livro dos Gatos, com tradução de João Almeida Flor. As folhas já estão cheias de nódoas amarelas, e algumas já estão soltas. A data por baixo da minha assinatura diz: Dezembro 92! Não encontrei a tradução do poema que está neste livro, mas há uma boa neste link: arcadajade.blogs.sapo.pt/7396.html. E no YouTube há uma gravação do próprio Eliot a dizer o poema mas para a qual, por vergonha, não ponho aqui o link.

Como o recitativo é miserável, aqui fica o texto original do Poema de T. S. Eliot:

The Naming of Cats is a difficult matter,
It isn't just one of your holiday games;
You may think at first I'm as mad as a hatter
When I tell you, a cat must have THREE DIFFERENT NAMES.
First of all, there's the name that the family use daily,
Such as Peter, Augustus, Alonzo or James,
Such as Victor or Jonathan, George or Bill Bailey--
All of them sensible everyday names.
There are fancier names if you think they sound sweeter,
Some for the gentlemen, some for the dames:
Such as Plato, Admetus, Electra, Demeter--
But all of them sensible everyday names.
But I tell you, a cat needs a name that's particular,
A name that's peculiar, and more dignified,
Else how can he keep up his tail perpendicular,
Or spread out his whiskers, or cherish his pride?
Of names of this kind, I can give you a quorum,
Such as Munkustrap, Quaxo, or Coricopat,
Such as Bombalurina, or else Jellylorum-
Names that never belong to more than one cat.
But above and beyond there's still one name left over,
And that is the name that you never will guess;
The name that no human research can discover--
But THE CAT HIMSELF KNOWS, and will never confess.
When you notice a cat in profound meditation,
The reason, I tell you, is always the same:
His mind is engaged in a rapt contemplation
Of the thought, of the thought, of the thought of his name:
His ineffable effable
Effanineffable
Deep and inscrutable singular Name.



E, sim, tive de treinar muitas vezes para conseguir dizer 'Effanineffable'.