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innersmile
Deitei-me às cinco da manhã, mas valeu a pena: não tive sono, fartei-me de comer, interagi nas redes sociais, um fartote. Ah, e de vez em quando lá olhava para a televisão.

Gostei da Ellen, digam o que disserem, o ponto é que a rapariga tem piada. O discurso de abertura contrariou a tendência para o song & dance dos últimos anos, teve humor e descontracção, e agora podemos desvalorizar que ah, e tal, só foi a cena da #selfie e a das pizzas, mas o facto é que resultaram em cheio e no momento tiveram um piadão.

Gostei muito do discurso da Lupita, eu até estava a torcer pela Jennifer, mas what the eck!, com aquele discurso tão bonito e tão vivo a coisa ficou bem entregue. Gostei do discurso do Jared Leto, que foi muito (politicamente) correcto. O discurso do Matthew McConaughey foi horrível e merecia que alguém tivesse subido ao palco e dito ó pá, com um discurso destes não mereces a estatueta, Leo importas-te de dar aqui uma saltada? A Cate Blanchett fez o discurso de grande dama, no ponto, totalmente adequado, a valorizar o trabalho das actrizes e a denunciar o chauvinismo machista dos estúdios, nada a dizer. Dos outros discursos já não me lembro. Ah, o dos italianos também foi cool, mas aquela parte do Oscar do melhor filme estrangeiro faz-me lembrar aquelas festas de liceu em que havia sempre um grupo de selvagens que fazia um cagaçal do caraças mas ninguém lhes ligava nenhuma.

Pontos negativos: ou as estrelas de Hollywood são todas míopes ou têm de fazer alguma coisa para resolver a dificuldade em ler o teleponto; perguntem ao Sócrates, caramba. Outra: é impressão minha ou este ano andou tudo nos botoks e no nip tuck?! Nunca tinha visto tanta pele esticada e nem sequer estou a falar da Kim Novak que é e há-de ser sempre uma querida.

Pela primeira vez segui a cerimónia nas redes sociais, no Facebook e no Tweeter. O tweeter ‘is the place to be’ nestas coisas, a minha timeline parecia um carrossel e eu sigo relativamente poucas contas. Tudo em primeiro mão (a começar pelas #selfies da Ellen). O que me chateou é que há um grupo de pessoas (só a título de exemplo, a jornalista com cara de grão de bico ou a actriz cómica famosa) que está sempre a dizer mal, criticam tudo, só mandam bocas a gozar, mesmo com as coisas mais insignificantes. Houve uma altura em que estive mesmo quase a escrever: Maria, filha, se não estás a gostar porque é que não te vais deitar, olha que amanhã é dia de trabalho.
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