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philomena
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innersmile
Na sexta-feira passada, ao final da tarde, saí do trabalho e enfiei-me no cinema para ver o Philomena, o mais recente filme do Stephen Frears, um dos meus realizadores favoritos. O filme caiu-me na fraqueza, comovi-me imenso com a história, mas sobretudo com a delicadeza com que o realizador filma emoções e sentimentos poderosos, aqueles de cujo poder transformador temos tanto medo que normalmente optamos por calá-los toda a vida. E Frears, com a enorme ajuda da Judy Dench e do Steve Coogan (que além de interpretar, produziu e co-escreveu o argumento), consegue fazer de temas tão sérios um filme que não é pesado e incómodo, transformando a aventura conjunta de Phil e de Martin numa espécie de buddy movie bem humorado.

Gostei tanto do filme, e aproveitando o facto de ter feito anos e querer assinalá-los, que decidi levar a minha mãe a vê-lo, e ontem, ao final da tarde, repeti a sessão. Como previ, ela gostou muito do filme, e, claro, não lhe escapou o detalhe da homossexualidade do filho da Philomena, e essa ter sido uma das razões porque eu quis levá-la a ver o filme: o seu primeiro comentário mal o filme acabou, ainda estávamos sentados nos lugares e tudo, foi qualquer coisa no sentido de que ainda há muitos segredos que as pessoas guardam só para elas. E mais tarde, estávamos a jantar e sempre a comentar o filme, referiu a forma tranquila e natural como a Philomena soube que o filho era gay.
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