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Ute Lemper ontem, no Aveirense, para apresentar ao vivo o seu mais recente trabalho discográfico, doze canções com poemas de amor de Pablo Neruda; no encore, Ute apresentou um medley com algumas das canções que a tornaram popular, e só há a dizer que ouvi-la cantar Lili Marlen ou Mack The Knife, em alemão, é sempre arrepiante. A acompanhar, um ensemble de seis músicos: piano, guitarra acústica, contrabaixo, percussão, violino e bandoneon, de uma qualidade entusiasmante. As canções de Pablo Neruda, quase todas escritas pela própria Ute, movem-se num território habitual da cantora: a chanson, o jazz, os blues, o tango e, claro, o cabaret.

É a segunda vez que vejo Ute Lemper ao vivo, a anterior foi talvez há mais de dez anos, no CCB, e se pudesse via-a todas as semanas. É uma cantora extraordinária, com um sentido musical que casa na perfeição com o sentido da performance, e que tem apuradíssima aquela capacidade de cantar num palco perante um auditório cheio, como se cantasse intimamente para cada um de nós.
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