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philip seymour hoffman
rosas
innersmile
Com a ajuda da Wikipedia descobri que vi, pelo menos, vinte e um filmes com o Philip Seymour Hoffman, sendo o mais antigo o Scent of a Woman, com o Al Pacino, de 1992. Mas a primeira vez que me lembro bem dele foi no Boogie Nights, o primeiro de quatro filmes que fez com o Paul Thomas Anderson, que eu vi pela primeira vez num quarto de hotel de uma pequena cidade do estado de Minnesota, nos EUA. Ainda nessa estadia norte-americana vi outro filme com o actor, The Big Lebowski, dos irmãos Coen, um filme que nunca revi, e sinceramente não me lembro de PSH no filme, só do John Goodman, do Jeff Bridges e do Steve Buscemi. O último filme que vi com PSH foi também do PT Anderson, o The Master, em que o actor tem uma daqueles desempenhos em que era irresistivel e perigosamente sedutor, como só ele sabia fazer.

Num pequeno post que pôs na sua página do Facebook, o actor Kevin Spacey escreveu o seguinte: “A tragedy to lose as supremely talented an actor as Philip Seymour Hoffman. An unspeakable loss for film, theatre & all who knew him.” E acho que não se pode dizer muito mais, nem com maior simplicidade nem com maior eloquência. Apenas acrescentar que a falta que PSH nos vai fazer a nós, espectadores, é também ela irreparável. PSH era dos poucos actores que nos levava às salas de cinema de propósito para o ver trabalhar. O seu jogo era simples e intenso, com uma ironia quase sempre presente que parecia dar-lhe alguma distância em relação aos papéis que, por outro lado, vestia como quem veste um corpo.

PSH ganhou um oscar da academia com o seu desempenho do escritor Truman Capote, no filme biográfico que olha com particular atenção para a relação entre o escritor e um dos assassinos que retrataria no seu livro indispensável In Cold Blood. E foi realmente um tour de force, esse trabalho de PSH. Mas eu prefiro recordá-lo num filme um pouco mais antigo, Flawless, de 1999 (o mesmo ano em que fez Magnolia e The Talented Mr. Ripley, que colheita!), realizado por Joel Schumacher. No filme, PSH fazia o papel de um travesti, Rusty, e da relação difícil com um polícia duro e conservador, desempenhado pelo Robert deNiro. Não é um grande filme, mas a performance do PSH torna-o inesquecível.