January 10th, 2014

rosas

bebé-joana

Escrevi esta história por volta de 1985, 86, a propósito da gravidez de uma pessoa de quem eu gostava muito na altura. Como se vê, a criança iria chamar-se Joana, e, já depois dela nascer é claro, muitas vezes lhe cantei o Gimme Hope Jo'anna, uma canção do Eddy Grant que foi um enorme sucesso nos anos 80; o tema da canção era político, de protesto contra o regime do apartheid, tanto que a canção foi proibida na África do Sul, mas como éramos todos de esquerda até calhava bem. Isto passava-se em Londres, onde essa minha amiga morava e ainda mora, e onde a Joana é hoje uma mulher, casada, e que já não vejo há perto de uns quinze anos; à mãe dela vi-a mais recentemente, numa passagem por Coimbra.

Talvez não se consiga ler muito bem na foto, apesar de a ter posto em tamanho grande, mas não tenho scanner e não me apetece muito transcrevê-la. Não por preguiça, mas porque de certa forma ela só faz sentido hoje, assim, dactilografada na minha velhinha máquina de escrever (tive mais prazer em usar aquela máquina do que algum computador foi alguma vez capaz de me proporcionar). A minha mãe encontrou esta folha na minha antiga secretária (nem quero imaginar o que mais ela possa encontrar; o que vale é que normalmente quando ela encontra coisas que não deve, cala-se e fá-las desaparecer discretamente...), e agarrada a ela com um clip a folha de papel onde está o conto manuscrito. Não apanhei na foto, mas essa folha do manuscrito está assinada por uma outra amiga minha (foi mais do que amiga, foi a namorada de quem mais gostei); e não me lembro porque é que fiquei com ela.


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