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quincas borba
rosas
innersmile
7875356

Tal como já aconteceu no ano passado, entrei em janeiro a ler Machado de Assis. O ano passado li contos, Papéis Avulsos (onde está um dos mais famosos contos do autor, O Alienista) e este ano, depois de ter lido há uns ano As Memórias Póstumas de Brás Cubas, decidi ler o segundo volume da chamada ‘trilogia realista’. Quincas Borba (fica a faltar Dom Casmurro).

O livro prende-nos no primeiro parágrafo, é uma delícia. A qualidade da escrita, o humor, a riqueza dos recursos estilísticos, a surpreendente modernidade. E depois a ironia, o sarcasmo, o retrato impiedoso da sociedade e da política, e percebermos que aquela fotografia continua a fazer sentido nos nossos tempos.

Para quem nunca leu Machado de Assis, diria que é assim uma espécie de Eça de Queirós aditivado, em mais. Os dois foram contemporâneos, e há uma espécie de rivalidade literária entre as histórias da literatura portuguesa e brasileira acerca de qual dos dois é o maior prosador da língua. Apesar de achar que o Eça tem mais capacidade romanesca, eu voto no Machado de Assis, acho que há poucas coisas que me dão maior prazer ler do que os seus livros.