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inventário 2, música
rosas
innersmile
Dos discos saídos em 2013 estes foram aqueles a que prestei mais atenção:

- Arcade Fire, Reflektor
- Daft Punk, Random Access Memories
- David Bowie, The Next Day
- Gisela João
- James Blake, Overgrown
- John Grant, Pale Green Ghosts
- Keith Jarrett Trio, Somewhere

Muita da música que ouço é no carro e sobretudo quando estou a ler. A acompanhar as leituras, ouvi muito e muitas vezes as seguintes discografias completas:

- Brad Mehldau
- Joni Mitchell
- Rodrigo Leão

Já o ano passado tinha referido o cd da Ana Moura, Desfados, como um dos destaques. Mas ao longo deste ano o disco foi sempre crescendo e aprofundando-se em mim, nunca parei de o ouvir, e continua a ser um disco que oiço com agrado e com surpresa.

Quanto a música clássica, sempre Schubert (sonatas, por Alfred Brendel), e cada vez mais Beethoven. A discografia integral de Glenn Gould é uma descoberta contínua e sempre renovada.

Já quase no final do ano, o acontecimento: duas caixinhas prodigiosas com a discografia completa da Banda do Casaco, mais um dvd com actuações ao vivo e video clips, além de literatura variada. O primeiro vinilo que comprei da Banda foi o Hoje Há Conquilhas Amanhã Não Sabemos, em 1978. A disponibilização da discografia completa em cd permite revisitar aquele que, na minha opinião, foi e continua a ser o mais interessante projecto musical de sempre, da pop nacional. Razão pela qual as duas caixinhas da Banda aí ficam como as edições discográficas do ano.

1507-1 bandadocasaco-box-vermelha

the secret life of walter mitty
rosas
innersmile
Há muito tempo que não via um filme do Ben Stiller (e com o Ben Stiller) e este The Secret Life of Walter Mitty foi uma surpresa muito agradável. Remake de um filme dos anos 40, com Danny Kaye, conta a história de um daydreamer que um dia se vê obrigado a viver as aventuras com que até aí apenas se atrevia a fantasiar.

O Walter Mitty de Stiller é responsável pelos negativos fotográficos da Life no momento em que a célebre revista de actualidades e imagens se prepara para publicar a sua derradeira edição impressa, passando a existir apenas on-line. Esta circunstância carrega o filme de alguma nostalgia, mas torna-o sobretudo o último emissário de um mundo em que a imprensa fornecia aos seus leitores a dose necessária de escapismo e aventura.

Se apenas esta circunstância seria suficiente para dar interesse ao filme, Ben Stiller recorre a uma narrativa muito inventiva e cheia de surpresas, em que os planos acumulam sinais e mensagens, ao mesmo tempo que aproveita com eficácia e humor os dois planos da existência de Walter, o real e o da fantasia, como motores da própria narrativa.

Além disso o filme tem um irresistível apelo para quem gosta de viagens e de travelogues (há uma sequência que é narrada como se fosse um diário visual de viagem), uma música belíssima e um mood muito positivo.

A cereja no topo do bolo? A presença da magnífica Shirley MacLaine, uma das maiores entre as maiores, num papel secundário, mas não tão breve que não dê para matar regaladas saudades.
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