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Muito orgulhoso e comovido com o artigo que a Time Out traz, na edição de ontem, sobre a Index-Ebooks, com entrevista aos meus amigos João e Luís. A Time Out é uma das ‘minhas’ referências, leio-a (a edição londrina, claro) há perto de 30 anos; quando ia a Londres com frequência, comprava-a logo no aeroporto para, na viagem de metro para casa, ir planeando a minha estadia; guardava sempre alguns exemplares porque, nos tempos anteriores à net e ao google, era uma formidável fonte de informação. Além disso, era uma novidade pode-se dizer radical ler uma revista que dedicava páginas aos gays, quer em termos de agenda quer em termos de destaques. Aprendi muito com a Time Out, e, como comecei por dizer, a revista faz parte das minhas melhores e mais importantes referências de vida.

Quando começou a ser editada a Time Out Lisboa fui de propósito à capital comprar o primeiro número (bons tempos, em que tinha energia e dinheiro para fazer estas habilidades) e escrevi uma carta a protestar pelo facto de não ser vendida no resto do país, carta que foi publicada numa das edições seguintes. Preocupei-me quando achei que os lisboetas estavam a demorar a aderir ao tipo de projecto que a TO corporiza, porque isso poderia significar o fim da revista, mas felizmente as coisas correram bem, e a Time Out soube criar a necessidade de Lisboa ter uma revista assim.

Quando a TO começou a ser vendida em todo o país, eu já estava um pouco des-sensibilizado, e é raro comprá-la. Mas ontem fui a correr ao quiosque, para ler o artigo que a revista dedica à editora Index-Ebooks, e para ver a fotografia do meu livro! Caramba, parece inacreditável ver o livro que eu escrevi ali nas páginas de uma revista que me diz tanto. E ainda para mais ao lado de uma obra tão popular e marcante como é o livro da Patricia Nell Warren. É mais ou menos como um tipo gravar uma demo tape e vê-la à venda nas lojas ao lado dos discos dos U2 ou dos Radiohead!

E tenho absoluta consciência de que devo ao João e ao Luís este momento de felicidade. A Index merece este destaque, e espero bem que esta divulgação signifique mais downloads dos livros (nomeadamente do meu, ah pois!). Aliás, é importante sublinhar um aspecto que vem referido no artigo e de que, se fosse preciso, eu seria testemunha pessoal: a Index Ebooks não está no negócio para ganhar dinheiro, os livros são, sempre que possível, gratuítos (é o caso do meu), e quando têm preço, ele destina-se unicamente a cobrir os custos de produção, como no caso d’O Corredor de Fundo, em que a editora teve de comprar os direitos de edição.

Espero não estar a ser muito provinciano ao destacar, por fim e por graça, que sendo a Time Out tão ‘lisbon oriented’ (a Index é sempre apresentada como uma “editora de Lisboa”!), os livros que aparecem a ilustrar o artigo são de um inglês, de uma californiana, de um alentejano e de um coimbrinha! Cadê os lisboetas?!?

O site da editora é o seguinte: www.indexebooks.com, com todas as indicações acerca de como e onde os livros podem ser adquiridos.