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por elmo as manhãs de oiro e de cetim
rosas
innersmile
Nunca fui grande leitor de Florbela Espanca, apesar de ter sido dos primeiros poetas que conheci e de os seus livros sempre me terem acompanhado ao longo da vida. Gosto muito deste poema, Perdidamente, e é dos poucos poemas que sei de cor, e que gosto de dizer em voz alta: gosto de ir atrás das palavras, do seu som, da sua música, gosto das quebras dos versos, das pausas, das suspensões. Tenho tão interiorizada a cadência, que o digo sempre da mesma maneira, sempre à procura dos versos que mais me chamam e fascinam. Aqui há dias, a propósito de nada, comecei a dizê-lo a gravar no ipod e fiz o upload para o Vimeo.

Hoje é dia de Nossa Senhora da Conceição, padroeira de Portugal e era, quando eu era miúdo, o dia da mãe. Para a minha avó, a minha mãe e as minhas tias, sempre foi este 8 de dezembro o dia da mãe. E como também é dia de Florbela, em que se comemora o seu nascimento e se assinala a sua morte, aqui fica, para meu embaraço e diversão dos transeuntes, o clip a marcar o dia.

Com dedicatória, naturalmente.