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la serva padrona
rosas
innersmile
Noite de ópera, no sábado, no auditório do Conservatório de Coimbra. A propósito, tenho lá visto muitos concertos, é uma sala estupenda, com uma acústica irrepreensível, mas é em espectáculos como este que se percebe bem que aquele auditório foi concebido para música clássica, assim ao vivo e sem amplificação.

Tratou-se da obra de G.B. Pergolesi, La Serva Padrona, uma ópera de intermezzo, ou seja que se representava nos intervalos das outras óperas. O tom é o da comédia de enganos, e o dispositivo é o mais económico possível: duas personagens que cantam, mais uma personagem muda com o propósito de potenciar o efeito cómico. Em pouco menos de uma hora, dois duetos e umas quatro ou cinco árias, fazem as delícias de qualquer apreciador do barroco italiano.

A orquestra foi a Camerata Joanina (onze músicos em palco, incluindo dois instrumentos de cordas de época, a guitarra barroca e a tiorba), dirigida por António Ramos, encenação e interpretação do papel mudo de Ricardo Kalash, e os cantores João Barros Silva, barítono, e Leonor Barbosa de Melo, soprano e com uma óptima presença em palco, verdadeiramente operática, cheia e teatral, a concentrar todas as atenções, como é suposto a qualquer diva.