October 31st, 2013

rosas

o cinema humano

fotografia

“16. É simples: o homem que pode fazer mil coisas é mais forte do que o homem que pode fazer apenas quinhentas. O homem que só consegue ser forte é evidentemente mais frágil do que o homem que por vezes consegue ser forte e outras vezes fraco. O homem que só consegue ser forte tem aí, como é óbvio, a sua principal fraqueza.
O Homem que Só conseguia ser Forte, pode ser o título de uma tragédia. O Homem Fraco que Não Conseguia ser Forte, o título de uma comédia. Mas há outras imagens, claro. O cinema humano é grande e infinito.

17. Precisamos de culpados e felizmente para isso existe o mundo. Nós somos a vítima; o mundo, o culpado. E parece sensata esta decisão, vinda de quem vem (de nós, é evidente).
Quanto ao mundo, o vasto mundo - a sua dimensão não lhe permite assumir-se como vítima. Óbvio, também.

(...)
34. De novo. O mundo não é assim tão complicado: levantas os braços, baixas os olhos, esticas o braço e tocas; não esticas o braço, és tocado.”


- Gonçalo M. Tavares, BREVES NOTAS SOBRE O PODER (Granta 2)