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o homem que sorria
rosas
innersmile
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Oito dias, de quinta a quinta, para ler uma história do Kurt Wallander? Ok, este 4º volume da série criada por Henning Mankell, e o sétimo que li, é um dos menos entusiasmantes, e custou-me muito pegar na leitura, sobretudo porque vinha muito embalado da leitura do Memorial. Claro, Mankell é Mankell, e Wallander é Wallander, e por isso temos aqui todos os elementos que são habituais nesta série de policiais nórdicos.

É sempre ingrato falar das histórias e dos enredos dos livros, mas só para dar uma ideia, tudo começa quando um advogado já idoso morre num misterioso e suspeito acidente de automóvel, numa noite de nevoeiro cerrado na Scania, e o Wallander, que se estava a deprimir na Dinamarca, e a pensar seriamente em sair da polícia, tem de regressar e envolver-se na investigação dos acontecimentos.

giuliano gemma, adeus gringo
rosas
innersmile
Leio no Público de hoje a notícia da morte de Giuliano Gemma que, nos anos 60 e 70, foi um dos protagonistas maiores do chamado western-spaghetti. Também creditado algumas vezes como Montgomery Wood, o italiano foi um dos mitos maiores do meu imaginário infantil e juvenil, nomeadamente através dos filmes da série Ringo que eu vi no cinema do pavilhão do Ferroviário, em Nampula (muitas vezes entrando à socapa, pela porta dos fundos, quando os filmes eram classificados ‘Para maiores de 17 anos’).

Pergunto-me muitas vezes se o fascínio que sentia pelo actor se devia exclusivamente às aventuras e às coboiadas, ou se, de alguma maneira implícita e subconsciente, esse fascínio também tinha a ver com a beleza apolínea de Giuliano Gemma.

Muitas vezes me entretenho a ver na net clips das velhas fitas de cowboys, rodadas na sua maioria em Espanha (e muitas delas com a música imortal de Ennio Morricone), e em particular com Giuliano Gemma. Mas sou incapaz de ver um filme do princípio ao fim, para sempre quebrado o encantamento com que os via quando tinha 10 ou 12 anos. Herói das coboiadas ou sex-symbol subliminar, Giuliano Gemma ficou lá para trás, na inocência perdida da minha infância.