?

Log in

No account? Create an account

autárquicas 2013
rosas
innersmile
O bom das eleições autárquicas é que, ao contrário das outras em que às oito e cinco já se sabe quem ganhou e podemo-nos ir deitar, nas locais o suspense e o interesse mantém-se até às primeiras horas da madrugada.

De uma forma geral as notícias da noite foram más notícias para os seus protagonistas, a saber:
1. O PSD de Passos levou no focinho. Até fazia dó o ar desanimado. Ou não;
2. O PS de Seguro não teve o resultado expressivo que tinha obrigação de ter alcançado.

Na minha opinião saíram derrotadas sobretudo as estratégias eleitorais dos dois partidos, sobretudo a do PSD. É inconcebível que, após quase 40 anos de democracia autárquica, os dois partidos que moldaram o actual regime político ainda não tenham percebido de que matéria são feitas as autárquicas. E pela primeira vez, que me lembre, foi muito expressivo o número de vitórias eleitorais de independentes (a do Porto, sobre todas as outras) que, na sua maioria, seriam os candidatos naturais dos partidos se estes não estivessem reclusos de estratégias exclusivamente partidárias, e estivessem mais atentos ao que o povo espera deles.

Se o PSD de Passos teve uma derrota colossal, o PS de Seguro não conseguiu aproveitar e provocar um terramoto que forçasse o PM a demitir-se ou que o deixasse a braços com um comprometedor problema de legitimidade política (por menos, dois primeiros-ministros, Balsemão e Guterres, demitiram-se precisamente por causa de resultados de eleições autárquicas). Isto devia pôr os tipos do PS a pensar se Seguro é mesmo o homem que lhes convém para disputar as próximas legislativas; e devia por-nos a todos a pensar se é realmente quem precisamos para próximo primeiro-ministro.

Mas a melhor notícia da noite eleitoral veio sem dúvida da Madeira: o PSD de Alberto João sofreu uma pesada e humilhante derrota: perdeu 7 dos 11 munícipios madeirenses, que eram todos do PSD, e perdeu para toda a gente (PS, CDS, independentes, e no Funchal uma coligação de 6 partidos, incluindo o PS e o BE), num nítido caso de ‘adeus ó vai-te embora!’ A notícia é boa já em si; mas será ainda melhor se significar que os madeirenses começaram a deixar de ter medo da ditadura laranja na ilha.

Pessoalmente, fiquei satisfeito com o resultado eleitoral da minha terra. Há muitas razões para escolhermos em quem votar e eu decidi-me pelo afecto. Votei não num dos candidatos a presidente da câmara, mas num dos membros da lista vencedora.
Tags:

planisfério
rosas
innersmile

Eram tão badalhocos que estudavam geografia por um mapa-imundi.