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cuca roseta e cordis; 24 de julho
rosas
innersmile
Aproveitei estar hoje ainda de férias para acordar às 9 da manhã e ir nadar... É mesmo de quem não tem vida nem imaginação. Mas soube-me tão bem, poder ir nadar de manhã num dia de semana, depois ir tomar o pequeno almoço na esplanada da livraria, a ler o policial do Lars Kepler. É excelente a sensação de que somos donos do tempo, de que temos tempo para não fazer nada, para o perder inclusivamente. Para quem trabalha mais de dez horas por dia, é uma sensação de liberdade deliciosa.

Ontem mal cheguei a Coimbra fui à Quinta das Lágrimas assistir ao concerto de encerramento da 5ª edição do festival de artes organizado pela fundação Dona Inês, ligada ao hotel. Foi um concerto verdadeiramente único: o duo de coimbra Cordis, com piano e guitarra portuguesa, e convidados: o quarteto de cordas Opus Quatro e a cantora de fado Cuca Roseta. Tinha muita curiosidade em ouvir a Cuca a cantar ao vivo, e não de desiludi, ela tem uma voz lindíssima, muito cristalina, sem vibratos, muito bem colocada, um timbre maravilhoso. Gostei muito, dela e de todo o concerto. A prestação da Cuca começou com Traz Outro Amigo Também, de José Afonso, e terminou ainda com José Afonso e a canção que fez para o poema de Camões Verdes São os Campos, e incluiu, lá pelo meio, Saudades do Brasil em Portugal, um fado ‘brasileiro’ que Vinícius de Morais criou para o disco que gravou a meias com Amália Rodrigues e que reproduz um serão em casa da Amália. Conheço esta canção desde a infância e adoro-a.

Só me chateia nestes concertos na Quinta das Lágrimas o ‘tout Coimbra’, não tenho a mínima paciência para o social mais provinciano que se possa imaginar.

Entretanto hoje é dia 24 de julho, e assinalam-se duas datas marcantes: era o dia da cidade de Lourenço Marques, e continua a ser feriado em Maputo. E em 1954 os meus pais casaram-se. E como continuam casados, isso quer dizer que hoje comemoram 59 anos de casamento!