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bana, cory monteith
rosas
innersmile
A velha da gadanha andou activa este fim de semana. No sábado soubemos da morte de Bana, nome maior e de referência para todas as gerações de músicos e de amantes da música cabo-verdiana. O tempo também provoca erros de paralaxe, e hoje podemos já não nos lembrar de que Bana foi dos primeiros a atravessar o mar da surdez e da desatenção, e a trazer a música das ilhas para o grande público. Bana já era, por exemplo, antes de Cesária. Fazia world music antes de ela ter sido inventada.

Já no domingo chegou a notícia da morte de Cory Monteith, que fazia o papel de Finn Hudson, na série Glee. Confesso que me desinteressei da temporada que está a passar actualmente no cabo, depois de ser fidelíssimo da série desde o primeiro episódio. O que me atraia, e ainda atrai, em Glee, são, como não podia deixar de ser, as canções e aquilo a que poderemos chamar o efeito musical, que é a maneira como os autores da série convocam canções pop e rock, tanto clássicas como hits das listas de sucessos, para a própria narrativa, utilizando-as para a economia da história e do seu desenvolvimento. Finn começou a série como um dumb jock, tipico jogador de futebol, e, com o tempo, Cory fe-lo evoluir, transformando-o num dos pivots da série e numa das suas personagens mais interessantes e complexas. Devem estar muito tristes os miúdos da Glee.