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taprobana, ida e volta. 8/12
rosas
innersmile
28-3-2013 (quinta-feira)
Em Nuwara Eliya, a 1893 metros de altura, e a homeland do famoso chá do Ceilão. No século XIX, os ingleses dizimaram manadas de elefantes, importaram mão de obra da Índia, e fizeram plantações de chá imensas, depois de uma tentativa mal sucedida de plantar café. Campos de golfe no topo da montanha, um hotel com um billiard bar que parece saído de uma série da BBC, “a beautiful garden”, e quatro pequenos templos, como se fossem cabines individuais, dispostos lado a lado, cada um dedicado a uma das quatro religiões do Sri Lanka: budismo, hinduismo, cristianismo e islamismo. Uma metáfora perfeita e poderosa do que separa e une as diversas religiões.

Antes de chegarmos a NE, paragem numa plantação de chá para visitar a fábrica em plena laboração, assistir ao processo de produção, e provar um orange pekoe. Mackwoods Labookelie, fornecedores do blend que a rainha de Inglaterra bebe. Aproveitei e comprei um quilo de chá, em caixas de 200 gramas, e um bule minúsculo.

Como comecei este registo pelo fim, volto ao início do dia. Em Peradeniya, à saíde de Kandy, três horas a passear pelos Royal Botanical Gardens, mais uma criação dos ingleses no século XIX, e onde, já agora, foram ensaiadas as primeiras culturas do chá. O jardim é uma mistura de botânico propriamente dito com um parque ao estilo londrino, a que nem falta um relvado imenso, e uma ponte pênsil ao melhor estilo Indiana Jones. Gostei do jardim das orquídeas, mas a zona mais impressionante é um troço de uma alameda onde árvores e árvores imensas estão carregadinhas de morcegos, quais frutos enegrecidos ao sol. São tantos, que é impossível manterem-se quietos, mesmo à luz do meio do dia, e é vê-los voar, as enormes asas negras, quase transparentes, recortadas no azul intenso do céu, de árvore em árvore.

Além das árvores e das flores e dos morcegos, o jardim botânico estava ainda cheio de casais de noivos e seus acompanhantes, em demoradas e elaboradíssimas sessões fotográficas. Os noivos, eles e elas, vestiam os fatos tradicionais de casamento da região de Kandy. Não sei se apenas por simpatia ou se por sentirem que isso de algum modo engrandecia ou pelo menos marcava a ocasião, o facto é que todos eles não só se deixavam fotografar pelos turistas com algum deleite, como aceitavam posar em fotos de grupo com os próprios turistas. Confesso que não estava à espera de participar, não em um, mas em várias festas de casamento, aqui no Sri Lanka.

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