?

Log in

No account? Create an account

taprobana, ida e volta. 7/12
rosas
innersmile
27.3.2013 (quarta-feira)
Em Kandy, a segunda maior cidade do Sri Lanka, depois de Colombo, coração da presença colonial inglesa no Ceilão, no hotel Earls Regency, o melhor da cidade, so they say. Saímos de Kandalama de manhã cedo, parámos duas vezes, para comprar fruta (nanasi é ananás em singalês, cortesia dos portugueses), especiarias e artesanato, e chegámos à cidade a tempo do almoço.

O melhor da tarde foi andar a passear pela cidade. Visitámos o bazar (como em Moçambique), que adorei. O bulício da cidade, na zona do bazar, é indescritível, a quantidade imensa de pessoas e o trânsito caótico, os velhos e coloridos autocarros Ta-Ta. Adoro a sensação de andar perdido no meio de uma multidão estranha, completamente diluído no meio ambiente.

Depois fui de tuc-tuc a um dos tradicionais lugares de danças tradicionais de Kandy, com orquestra de tambores, coreografias acrobáticas e sessão de fire walking. A seguir, a jóia da coroa, o Templo do Dente, ou da Relíquia Sagrada, o santuário budista mais importante de toda a ilha, por albergar a relíquia do próprio Buda. Tive de aguardar em fila, ao som dos tambores e da corneta do piso de baixo, juntamente com os peregrinos e outros grupos de turistas (sobretudo russos, estão em toda a parte), para poder passar, sem parar, pela porta aberta com vista para o relicário feito de sete caixas de prata, dentro das quais está o dente do próprio Buda. Numa sala lateral do templo (e sempre ao som dos tambores) uma série de quadros conta a história do principe Sidhartta Gautama e da sua caminhada para a iluminação e o nirvana. Todos os anos, em julho ou agosto, a festa de Esala Perahera leva a reliquia em procissão pela cidade, no dorso de elefantes. O templo é magnífico, e partilhá-lo com os peregrinos é um privilégio e uma honra.

Acordei esta manhã, perto das seis, a meio de um sonho. Estava num concerto de música, acompanhado por alguém que não identifiquei, num auditório que era composto por mesas (tenho uma vaga ideia de qual é a sala que inspirou esta do sonho). Entretanto sentou-se na na mesa onde eu estava, à minha frente, uma miúda nova, muito trendy, com o cabelo cortado muito curto. Nunca olhei para o palco, nem quando a banda começou a tocar, mas a minha visão periférica captou o halo das luzes. Mal a música começou, a miúda levantou-se e começou a dançar. Acordei a trautear a canção que a banda estava a tocar, mas, claro, entretanto esqueci-me da melodia, mas apontei a letra para não me esquecer: “Eu sou tão bonita e já sou a sério / Capa de revista no meu hemisfério”. A canção falava naturalmente da miúda que estava a dançar; e eu sei isso, não porque fizesse parte de qualquer tipo de informação, mas porque o sonho era meu e eu acordei a saber que a canção estava a falar dela. Depois de apontar a letra da canção no caderno, voltei a adormecer e a ouvir a música em sonhos.

DSC07011

DSC07012

DSC07017

DSC07026

DSC07042

DSC07043

DSC07061

DSC07062

DSC07071

Foto0909
Tags: ,