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taprobana, ida e volta. 1/12
rosas
innersmile
21.3.2013 (quinta-feira)
São 19,20 horas, e estou a bordo de um B777 da Emirates, com destino ao Dubai. Estou muito ansioso em relação a esta viagem, por boas e más razões. As más, têm a ver com o facto de eu andar muito indisposto fisicamente, e ainda não me ter passado o trauma da última grande viagem que fiz, à Síria e à Jordânia em 2010, e em que estive muito doente o tempo todo.

As boas razões para a ansiedade, têm a ver com as minhas expectativas que são muito elevadas. O Sri Lanka sempre foi um dos meus destinos de sonho (e inscrevi-me nesta viagem ainda sem saber muito bem como é que a iria financiar), e eu estou cheio de vontade de gostar e aproveitar cada minuto.

Para já, estamos a voar para o Dubai, onde vamos passar o dia todo de amanhã. Apesar de as minhas companheiras de viagem terem muita vontade de ir às compras, eu confesso que tenho uma curiosidade relativa em conhecer um dos Emiratos Árabes Unidos, onde nunca estive, e que é, neste momento, um dos polos de desenvolvimento económico do mundo. Vai ser engraçado e curioso de ver.

Até agora estou a gostar muito deste voo da Emirates. Há um certo requinte, mesmo em classe económica. E além disso o entretenimento a bordo é espectacular, e ajuda realmente a passar o tempo. Eu estou a aproveitar para tirar a barriga de misérias e jogar gamão em doses maciças; e, as a matter of fact, a conseguir ganhar ao computador mesmo no nível intermédio.

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promised land (5*)
rosas
innersmile
Em Promised Land, o Gus Van Sant regressa a um registo mais mainstream para dar corpo a um projecto de um dos seus partners in crime, o Matt Damon. Trata-se de um filme com um cunho político, liberal, o que nos EUA significa dar mais atenção às pessoas do que aos interesses das grandes empresas. Além disso o filme tem uma indiscutível ressonância num outro filme de Van Sant, Good Will Hunting, não apenas pela presença de Damon, mas sobretudo pelo facto de também ter sido escrito pela dupla de protagonistas, neste caso o próprio Matt Damon e John Krasinski.

Gostei muito do filme, sobretudo do tom que o realizador encontrou para contar esta história, em que a consciência política nunca se parece sobrepôr ao percurso interior de um homem que apenas aceita ‘vender’ aquilo em que acredita. O twist final e a história romântica, podem fazer o filme resvalar um pouco para os lugares comuns das narrativas made in hollywood, mas apesar disso é ainda o olhar humano e sensível de Van Sant que prepondera.

Para além dos protagonistas, o filme conta ainda com um belo naipe de interpretações secundárias, das quais destacaria a do veteraníssimo Hal Holbrook, e sobretudo a da fantástica Frances McDormand, a fazer um daqueles registos, em que é mestra, de quase comédia, e em que consegue sempre segurar um certo descair caricatural da personagem.

Outro destaque para a banda sonora, com partitura original do Danny Elfman, e um lote delicioso de temas de extracção country.
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