?

Log in

No account? Create an account

balthazar
rosas
innersmile
Lido o segundo volume do Quarteto de Alexandria, Balthazar (e começado o terceiro, Mountolive). Acho que nesta fase já decidi mais ou menos que é para ler até ao fim. Justine é, parece-me, o livro decisivo da tetralogia. Por ser o primeiro, mas também, pelo menos a avaliar pelo ponto até onde cheguei, o mais complexo. Quer Balthazar quer este Mountolive são mais narrativos, apesar de no essencial o estilo se manter o mesmo. Mas se em Justine eram passadas muito poucas informações de referência ao leitor, aquelas informações que são essenciais para o leitor se orientar e reconstruir a narrativa, isso já acontece mais em Balthazar.

A relação entre estes dois primeiros volumes é complexa e interessante. Já se sabe que, juntamente com o terceiro volume, os dois livros contam a mesma história, digamos assim. As personagens são as mesmas, o tempo é o mesmo, os acontecimentos são sobreponíveis. Mas esses dois primeiros volumes têm ainda a particularidade de o narrador ser o mesmo, um escritor e professor que apenas conhecemos por Darley e que, retirado numa ilha, nos conta as suas lembbranças do tempo que passou em Alexandria. Mas apesar do narrador ser o mesmo, Balthazar não é tão subjectico como Justine, talvez pelo facto de o motor da narrativa se socorrer de outras perspectivas, ou da perspectiva de outros protagonistas.

Continuo encantado com o inglês de Durrell: musical, subtil, preciso e rigoroso, e sobretudo de uma riqueza em termos de vocabulário que eu raras vezes tinha visto. Se não fosse o dicionário incorporado do Kindle, era praticamente impossível eu ler o livro em inglês. Assim, é espantoso verificar como, de cada vez que eu tenho de ir procurar o significado de uma palavra, ela é a palavra exacta para o texto, que o ilumina e lhe dá sentido.