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o asfalto frio
rosas
innersmile
Foto0775

”O que aconteceu de seguida foi verdadeiramente inesperado.
Parecia que tinha levado um coice de um cavalo, pois a dor foi violentíssima. Caiu para a frente, com a mão desesperadamente fechada à volta do papel branco com os números impressos.
Quando a cabeça bateu no asfalto frio, sentiu um instante de clareza. O seu último pensamento foi que não percebia nada. Depois, viu-se envolvido por uma escuridão vinda de todos os lados em simultâneo.
Acabara de passar a meia-noite: era já segunda-feira, dia 6 de Outubro de 1997.
Outro camião TIR passou a caminho do ferry, e depois o silêncio voltou a reinar.”


- Henning Mankell, A MURALHA INVISÍVEL (Editorial Presença)


Depois de um mês a ler clássicos, em português e em inglês, é tão bom regressar à melancolia cinzenta e pungente dos policiais do Mankell.