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que farei
rosas
innersmile
Tem sido muito difícil aceder ao livejournal, uma das razões pelas quais este ano ainda não tinha escrito nada aqui. Ontem também foi um dia infernal no trabalho, daqueles em que não parei um minuto e à noite estava tão gasto que não dava para escrever nada com sentido. E quanto ao primeiro dia do ano, passei parte dele a dormir e a outra a viajar de Portimão para casa. Sim, porque como passei o fim de semana grande do Natal a ler e a ver filmes, decidi ir passar este com os meus sobrinho e a minha sobrinha-neta, por quem estou cada vez mais apaixonado.

Voltanto ao livejournal, estou cada vez mais perto de me mudar para outra plataforma. Já criei um blog, no sapo, e se as coisas aqui continuarem complicadas mudo-me mesmo. Mas admito que me custa muito. Não só por estar habituado, mas porque, de um modo que nem consigo bem explicar, estou muito ligado ao livejournal, às suas caracteristicas, às suas funcionalidades. Como se perceberá, não é o aspecto 'técnico' nem a faceta rede social que me prende a isto de escrever um diário on-line há tantos anos. Por isso não me seduzem as coisas novas, mais rápidas ou mais performantes, com muitas funcionalidades e todas xpto. E gosto, palavra que gosto, desta coisa de o livejournal ser (pelo menos em Portugal, que não na Rússia!) uma coisa muito discreta, quase clandestina, que poucas pessoas conhecem e utilizam. Não por uma questão elitista, é evidente, mas porque assim é mais tranquilo, menos exposto, menos sujeito ao escrutíneo alheio, e assim eu estou mais à vontade para dizer disparates.

Mas vamos ver. Como tenho muita pena de sair daqui, vou ficando, dando sempre mais uma hipótese. Também por isso não faz sentido divulgar já o nome do outro blog. Até porque ainda só lá meti um post com uma foto, para experimentar, e tentei fazer a importação do innersmile, coisa que ainda não aconteceu. Mas sempre posso adiantar, e até para começar o ano em beleza, que o nome do blog é inspirado, aliás 'retirado'. deste belíssimo poema de Sá de Miranda:

Dezarrezoado amor, dentro em meu peito
tem guerra com a razão. Amor, que jaz
i já de muitos dias, manda e faz
tudo o que quer, a torto e a direito.

Não espera razões, tudo é despeito,
tudo soberba e força, faz, desfaz,
sem respeito nenhum, e quando em paz
cuidais que sois, então tudo é desfeito.

Doutra parte a razão tempos espia,
espia ocasiões de tarde em tarde,
que ajunta o tempo: em fim vem o seu dia.

Então não tem lugar certo onde aguarde
amor; trata treições, que não confia
nem dos seus. Que farei quando tudo arde?