December 28th, 2012

rosas

inventário II - livros

Foram estes os livros que li em 2012, agrupados por idiomas, géneros, e sobretudo por afinidades mais ou menos afectivas.

- Eugénio Lisboa, Acta Est Fabula - Memórias I - 1930-1947
- Al Berto, Diários
- Jorge Salavisa, Dançar A Vida
- Joaquim Chissano, Vidas, Lugares e Tempos

- Paulo Moura, Otelo O Revolucionário
- Nuno Costa Santos, Trabalhos e Paixões de Fernando Assis Pacheco
- Cristina Carvalho, Rómulo de Carvalho / António Gedeão - Príncipe Perfeito

- José Luís Peixoto, Dentro do Segredo
- Ferreira Fernandes, Os Primos da América
- Almeida Faria, O Murmúrio do Mundo

- Joaquim Almeida Lima, Ensaio Sobre A Angústia
- José Saramago, Manual de Pintura e Caligrafia
- Gonçalo M. Tavares, Uma Viagem À Índia
- Gonçalo M. Tavares, Matteo Perdeu O Emprego
- João Ricardo Pedro, O Teu Rosto Será O Último
- Ana Cristina Silva, Cartas Vermelhas

- Luiz Alfredo Garcia-Roza, Perseguido
- Luiz Alfredo Garcia-Roza, O Silêncio da Chuva
- Luiz Alfredo Garcia-Roza, Achados e Perdidos
- Lygia Fagundes Telles, Mistérios
- Elvira Vigna, A Um Passo
- Rubem Fonseca, José
- José Castello, Ribamar

- Christopher Isherwood, The Sixties: Diaries, Volume II: 1960-1969
- Christopher Isherwood, Encontro À Beira-Rio
- Justin Spring, Secret Historian: The Life and Times of Samuel Steward, Professor, Tattoo Artist, and Sexual Renegade
- Jan Morris, Cunundrum
- Alison Bechdel, Fun Home

- Edmund White, Jack Holmes and His Friend
- Colm Tóibín, A Guest At The Feast
- Alan Hollinghurst, O Filho do Desconhecido
- William S. Burroughs, Queer

- Alan Bennett, Smut
- Alan Bennett, A Leitora Real

- John Steinbeck, Travels With Charley
- Paul Theroux, A Arte da Viagem

- Alain de Botton, Religião Para Ateus
- Keith Richard, Life

- Arturo Pérez-Reverte, O Hussardo
- Arturo Pérez-Reverte, O Clube Dumas

- Patricia Highsmith, The Cry of The Howl
- Henning Mankell, Um Passo Atrás
- Peter Hoeg, Smilla
- Karin Fossum, A Noiva Indiana
- John Verdon, Pensa Num Número
- Jeff Abbott, O Último Minuto


Cada vez mais as minhas leituras se circunscrevem a autores já conhecidos, nomeadamente a mão cheia de escritores de quem eu ando sempre à roda: o Isherwood, de quem cada vez gosto mais, o Edmund White, que voltou em força ao romance, o Tóibín, o Paul Theroux, o Henning Mankell, a Patricia Highsmith, o Arturo Pérez-Reverte, o Saramago, e, uma entrada fulgurante este ano, pela mão do meu amigo Bruno, o escritor policial brasileiro Garcia-Roza. Também acho que leio cada vez mais não-ficção, seja de carácter biográfico, memórias, diários, biografias e autobiografias, sejam livros de viagens, principalmente.

A comprová-lo, o destaque que dou aos dois livros que mais me marcaram este ano, a biografia que Justin Spring escreveu sobre o Samuel Steward, um dos meus heróis literários maiores, e o segundo volume dos diários do Christopher Isherwood, uma leitura que se me prende por dentro e me absorve por completo.

Dos quarenta e seis livros da lista, metade, 23, são de autores lusófonos, sendo sete brasileiros e um moçambicano. Os títulos aparecem na língua em que os li (atenção, não li o Eugénio Lisboa em latim!) Li nove livros no kindle, sendo dois deles de autores portugueses.