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a case of you
rosas
innersmile
Costuma-se dizer que as únicas versões aceitáveis das canções da Joni Mitchell são as da própria Joni Mitchell. Isto é quase verdade, ou pelo menos é verdade na grande maioria dos casos.

A Ana Moura editou agora um disco, Desfado, que ainda estou a descobrir mas que é um projecto muito interessante, quer do ponto vista musical quer mais genericamente do ponto de vista artistico. Ser uma tentativa de cross over para outros auditórios e mercados, nomeadamente os de língua inglesa e especificamente os do chamado soft jazz, pode não ser um mero sell off se trouxer valor para a carreira e a música de um artista, independentemente dos géneros. E gosto da ideia defendida pela Ana Moura da descoberta que fez de que o seu canto, sem nunca abandonar a sua identidade fadista, poderia caber noutros géneros musicais.

Voltando à Joni Mitchell, e eventualmente sob influência do produtor do disco, Larry Klein, um dos grandes produtores musicais norte-americanos (só para citar dois do extenso currículo, Madeleine Peiroux e god himself Herbie Hancock, que de resto participa do disco de Ana Moura), que é produtor e colaborador de Mitchell desde o tempo em que foram casados, em inícios da década de oitenta, Ana Moura decidiu incluir em Desfado uma versão de um dos clássicos da songwriter canadiana.

Não quero ser mauzinho, mas esta versão de A Case of You é dispensável. Não por ser má (é boa, e a voz da Ana Moura tem uma rouquidão que assenta bem na canção), mas porque não me parece trazer nada de novo à canção original da Joni Mitchell, nem àquela que é a minha versão favorita, a da k.d. lang. Aliás, esta versão da k.d. é para mim a versão definitiva da canção (pelo menos até aparecer outra que seja mais definitiva), e é aquela com que eu acabo sempre por identificar a canção, mais até do que com a própria Joni Mitchell.

Por isso aqui vão as duas versões, para se poder comparar. Como não encontrei no YouTube nenhum clip com a A Case of You da Ana Moura, fiz um à pressa com imagens da internet. Vale a pena explorar o YouTube à procura de outras versões deste clássico da Joni Mitchell. Além das versões da própria, há pelo menos mais uma, do James Blake, imperdível.





Just before our love got lost you said
"I am as constant as a northern star"
And I said "Constantly in the darkness
Where's that at?
If you want me I'll be in the bar"

On the back of a cartoon coaster
In the blue TV screen light
I drew a map of Canada
Oh Canada
With your face sketched on it twice
Oh you're in my blood like holy wine
You taste so bitter and so sweet

Oh I could drink a case of you darling
Still I'd be on my feet
oh I would still be on my feet

Oh I am a lonely painter
I live in a box of paints
I'm frightened by the devil
And I'm drawn to those ones that ain't afraid

I remember that time you told me you said
"Love is touching souls"
Surely you touched mine
'Cause part of you pours out of me
In these lines from time to time
Oh, you're in my blood like holy wine
You taste so bitter and so sweet

Oh I could drink a case of you darling
And I would still be on my feet
I would still be on my feet

I met a woman
She had a mouth like yours
She knew your life
She knew your devils and your deeds
And she said
"Go to him, stay with him if you can
But be prepared to bleed"

Oh but you are in my blood
You're my holy wine
You're so bitter, bitter and so sweet

Oh, I could drink a case of you darling
Still I'd be on my feet
I would still be on my feet