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skyfall
rosas
innersmile
No primeiro fotograma do Skyfall, na primeiríssima imagem que aparece no ecrã, ouvimos um único acorde do famoso tema musical do 007, no exacto momento em que se percebe uma figura humana ao fundo, desfocada, que aos poucos se materializa no Bond de Daniel Craig. Só quase duas horas depois, quando Bond vai buscar o velhinho, mas sempre espectacular, Aston Martin db5, creio que do filme Goldfinger, é que ouvimos finalmente o tema mais completo, e, na íntegra, apenas no genérico final, que recupera igualmente o genérico tipo da série, aquele que começa com um obturador que se abre para o James Bond desatar aos tiros em direcção... a nós, precisamente.

É por causa deste tipo de jogos, de referências, de piscadelas de olho,que a série é uma das mais populares do cinema, comemorando este ano os seus cinquenta anos (Dr. No é 1962, o ano em que eu nasci!) Bond vive tanto deste tipo de relação que estabelece com o público, como da imaginação do argumento ou das sequências de acção.

Este Skyfall tem a novidade de ser realizado por Sam Mendes, realizador que nos habituámos a ver fazer outro tipo de filmes. Mendes traz uma densidade narrativa que não é muito habitual nos filmes da série Bond, e faz uma espécie de actualização do tipo de action hero que Bond representa, muito mais perto de outros heróis actuais (é impossível não pensar no Matt Damon dos filmes da série Bourne) do que do herói um pouco decadente e até caricatural de, por exemplo, Roger Moore.

De resto não há muito a dizer: acção em barda, sequências sumptuosas, a mistura de sofisticação e perigo do costume, humor qb (apesar de ser um filme mais sério do que o costume), gajas boas (incluindo o próprio Daniel) e bons carros, cenários exóticos, etc etc.

Para a história da série Skyfall fica como o filme em que M morreu. Mas como o Bond diz no filme que o seu negócio é a ressurreição, pode ser que as coisas ainda acabem bem.
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