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Passou ontem nos telejornais a notícia, com as respectivas imagens, de que, ao largo de Portimão, em frente ao Alvor, foram afundadas duas antigas embarcações da marinha de guerra portuguesa, com o objectivo de criar um parque subaquático. A ideia, resultante de uma parceria entre uma empresa local de mergulho e a Câmara Municipal de Portimão, com o apoio da Marinha Portuguesa, visa criar um recife artificial que se possa constituir num pólo de atracção do turismo subaquático para o Algarve.

Os navios afundados foram preparados para o efeito, nomeadamente através da retirada de todos os materiais poluentes, e de todas as estruturas que pudessem funcionar como armadilhas ou outros obstáculos à segurança dos mergulhadores. Como sabe qualquer pessoa minimamente informada, esta solução de afundar navios desactivados para este fim é um recurso habitual para o fomento das actividades subaquáticas, com a vantagem acrescida de possibilitarem a constituição de santuários da vida marinha, quer vegetal quer animal.

Na edição on-line do jornal Público, onde aprofundei a notícia,lá estão os habituais comentários dos leitores, verdadeiro desfile da medriocridade tuga, da ignorância, da inveja e da mesquinhez que fazem de nós um eterno portugal dos pequeninos. O nível varia, como sempre, entre a imbecilidade e a canalhice, entre a indignação tipicamente 'honni soit qui mal y pense', e o vazio das ideias feitas e dos clichés mais gastos.

Mas é no meio da pocilga mais fétida que ainda assim desponta o oiro do dia, e que são os comentários de antigos militares que prestaram serviço nas embarcações agora afundadas, a corveta Oliveira e Carmo e o navio-patrulha Zambeze, nomeadamente nos teatros da guerra colonial, e que são particularmente comoventes quando invocam, saudosos, a memória dos antigos camaradas que já morreram, sejam eles praças ou oficiais. Como este, que aqui deixo a título de exemplo de como ainda há portugueses que têm a alma grande e generosa.

"É com muita saudade que recordo o meu Zambeze desde águas europeias passando Cabo Verde e Guiné era um navio muito especial foi o meu primeiro Navio Recordo com muita saudade todos os meus camaradas, praças, sargentos e oficiais. Eterna saudade para o nosso imediato Aniceto Garcia Esteves, e para todos aqueles que partiram,paz ás sua almas. Alberto Sargento H"