September 25th, 2012

rosas

perscruto o teu rosto

perscruto o teu rosto à procura de um mapa, um mapa de mim próprio, para tentar perceber que lugar o teu rosto vai ocupando, devagarinho, nesta melancolia que arde como os olhos molhados depois do choro. eu estou no teu enigma, na incerteza dos teus gestos, na intensa profundidade dos teus olhos que teimam em escapar quando eu próprio tento fugir-lhes. uma melancolia que me embala, triste como um sorriso triste, como o teu sorriso triste, ou apenas inconsciente de uma tristeza que eu, como num mapa de mim próprio, como num mapa cego, leio no teu rosto claro, na tua pele branca, que arde como um lençol na madrugada insone.