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the diaries
rosas
innersmile
Foto0268

E pronto, terminei a leitura de The Sixties, o segundo volume de uma obra exemplar do género diarístico. Isherwood era o autor de diários perfeito: persistente e relapso, atento e distraído, egocêntrico e aberto ao mundo, apaixonado e distante, lúcido e emotivo, doméstico e vivido. Literatura, gossip, religião, Hollywood, filosofia, engate, história, memória, envelhecimento, juventude, sensualidade, e muito muito amor nas pessoas do Swami e de Don Bachardy.

De tudo isso, e de muito mais, são feitas estas mais seiscentas de entradas por vezes diárias, outras vezes mais esparsas, mas sempre consistentes e truculentas. Terminar a leitura de um livro assim, que durou mais de um mês, quase sempre a bom ritmo, é como abandonar a companhia fascinante e enriquecedora de um grande e íntimo amigo. Depois de ter lido os dois volumes dos seus diários (haverá mais um para publicar, ainda em preparação), é isso, um amigo fiel e seduzido, que me sinto em relação ao Christopher Isherwood.