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discrepância
rosas
innersmile
Foto0258

"Estranho. As suas próprias mãos, não as reconhecia. Pareciam surpreendentemente velhas, como as mãos do seu pai. As pequenas manchas tinham crescido em número e tamanho. Se um minuto antes lhe tivessem mostrado fotografias de uma dúzia de mãos, ele não teria sido capaz de identificar as suas no meio das outras.
Perguntava-se porquê. Talvez as mudanças que ocorrem de uma forma gradual, não sejam regularmente captadas pelo cérebro até que a discrepância atinja uma magnitude crítica. Talvez a razão se encontrasse para lá disso.
Significaria então que, em certa medida, vemos sempre as coisas conhecidas tal como costumavam ser? Estaremos presos ao passado não meramente pela nostalgia ou por vãs esperanças mas por um curto-circuito no processamento de informação na nossa cablagem cerebral?"


- John Verdon, PENSA NUM NÚMERO (Porto Editora)