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rosas
innersmile
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"Then it occurred to me that the delicate shades of feeling, of reaction, are the result of communication, and without such communication they tend to disappear. A man with nothing to say has no words."

- John Steinbeck, TRAVELS WITH CHARLEY IN SEARCH OF AMERICA (no Kindle)

i'm a lifer
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Li, seguindo um link de João Lopes no blog Sound+Vision (link), um artigo no site da revista Vanity Fair,da autoria de Bruce Handy, a propósito de Woody Allen e do seu mais recente filme, To Rome With Love, o 41º da carreira regularíssima do realizador (link).

Handy faz um exercício notável, que é listar todos os 41 filmes de Allen, por ordem de preferência pessoal. Claro, a minha lista seria necessariamente diferente: Annie Hall teria de vir em primeiro lugar, Manhattan, Hannah and Her Sisters, Love and Death, Zelig, Purple Rose of Cairo ou Everything You Always Wanted to Know About Sex, viriam, por esta ordem ou outra, nos lugares seguintes. Não sei se o facto de escolher filmes relativamente antigos tem mais a ver com o facto de WA fazer melhores filmes na altura do que agora, ou se, como creio que seja o caso, eu tenha sido mais marcado por esses filmes que, de modo indelével, fixaram o meu gosto pelo cinema, quando ele ainda estava em formação.

O ponto do artigo de Bruce Handy é sobretudo defender que foi a regularidade temporal da carreira de WA como realizador que lhe permitiu ter realizado uma mão cheia (ou duas) de obras excelentes. Se ele podia ter realizado apenas essas obras geniais? O ponto é esse: sem os mais de quarenta filmes que já fez, provavelmente não lhe tinham saído tantos assim tão bons.

Mas o meu parágrafo preferido do artigo é aquele em que o autor professa o seu amor pelo cinema de Allen, que atravessa os bons e os maus filmes, e situa a origem desse amor em termos geracionais. De facto, eu poderia subscrever, palavra por palavra, o seguinte trecho:

"Still, it made me happy just to spend 90 minutes in Woody World, that Neverland rooted in mid-century aspiration where people still quote Freud and argue about abstract art and take long, Jamesian trips abroad with seemingly no means of support. When it comes to Allen, I’m all in; I’m a lifer. I’ve seen every single one of his films and, despite numerous disappointments, I continue to approach each new release with an open heart. You probably would, too, if you had been a college freshman when Annie Hall came out, which served as your generation’s Casablanca in terms of providing a kind of template for how adults fall in love and what they then do about it."