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haywire 4*
rosas
innersmile
A lista de actores é impressionante: Michael Douglas, Antonio Banderas, Michael Fassbender, Ewan McGregor, Bill Paxton, Channing Tatum. E uma única mulher, Gina Carano, que, as a matter of fact, nem é bem uma actriz, mas uma lutadora de MMA.

Penso que está dado o tom de Haywire, um filme de Steven Soderbergh (que também montou), e que é uma pequena jóia de acção concentrada e em estado puro. Soderbergh é, como se sabe, um realizador prolixo e que gosta de experimentar, não apenas géneros, mas inclusivamente universos cinematográficos diversos. E em todas essas abordagens, é sempre rigoroso, económico, e compulsivo.

O mesmo acontece neste Haywire, uma história de traição com ressonâncias políticas, mas que se esgota, num bom sentido, no exercício da acção. O enredo vai sendo revelado a conta-gotas, num feedback que é, ele próprio, uma sequência de acção. A encenação é meticulosa, a narrativa isenta de gangas ou gorduras, a tensão a de um elástico permanentemente esticado. O filme teria a ganhar se Gina Cancaro fosse mais actriz, mas percebe-se o fascínio do realizador para com aquele corpo que é uma arma de combate em constante estado de explosão.

Haywire não é um grande filme. Mas é mais uma obra consequente e eficaz de um dos melhores realizadores da actualidade, um homem sempre fascinado pelo cinema, pela sua linguagem, e que não tem receio de correr riscos.
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fuga
rosas
innersmile
Fui ontem ao Cae na Figueira da Foz ver Fuga, uma peça de teatro (de extracção espanhola, mais uma) encenada por Fernando Gomes, com o José Pedro Gomes, a Maria Rueff e o Jorge Mourato, entre outros. Espectáculo mediano, mas com alguns bons momentos de comédia, e que proporciona duas horas e picos de divertimento escorreito. O JPG é um belíssimo actor de comédia, e ontem tinha um registo que me fez lembrar muito o Raul Solnado. A Rueff tem um talento extraordinário a criar bonecos, mas numa peça como esta perde um bocadinho da força histriónica que a distingue.
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