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eu vivo sempre no mundo da lua
rosas
innersmile


Claro que fui ali à varanda tirar umas fotos à Lua, nesta noite em que a fase de lua cheia coincide com o perigeu, o ponto orbital em que o satélite fica mais próximo da Terra: a 356.955 km do nosso planeta, enquanto a sua média normalmente é cerca de 384.000 km. Por isso, e segundo a Nasa, está 14% maior e 30% mais brilhante do que o habitual. Infelizmente o céu está muito nublado, e não consegui ver Saturno, que também tem estado visível a olho nú.

Depois das fotos lembrei-me e fui buscar os meus 'powerful binoculars' (cortesia da Allô Allô, e da Michelle de la Resistance, se não estou em erro), e, bem, que deslumbre!, consegui ver aquele disco de um brilho muito intenso, quase como se estivesse ao alcance das mãos, com as marcas da superfície lunar muito visíveis e nítidas. Se não fosse uma núvem um bocado mais carregada, acho que ainda chegava a ver os restos dos módulos lunares das Apollos e a bandeirinha que os americanos lá deixaram.

Lembro-me sempre desta canção a propósito da lua. Se calhar já a pus aqui, mas assim como assim, e se for esse o caso, cá fica ela outra vez.



Eu vivo sempre
No mundo da lua
Porque sou um cientista
O meu papo é futurista
É lunático...

Eu vivo sempre
No mundo da lua
Tenho alma de artista
Sou um gênio sonhador
E romântico...

Eu vivo sempre
No mundo da lua
Porque sou aventureiro
Desde o meu primeiro passo
Pro infinito...

Eu vivo sempre
No mundo da lua
Porque sou inteligente
Se você quer vir com a gente
Venha que será um barato...

Pegar carona
Nessa cauda de cometa
Ver a Via Láctea
Estrada tão bonita
Brincar de esconde-esconde
Numa nebulosa
Voltar prá casa
Nosso lindo balão azul.



edit: stupid me!, não era nada a Michelle de la Resistance! Agora ao reler isto, de repente lembrei-me de que era o Herr Flick (Herr Otto Flick de seu nome completo), que sempre falava nos "My powerful Gestapo binoculars".

somewhere among the clouds above
rosas
innersmile



AN IRISH AIRMAN FORESEES HIS DEATH

I know that I shall meet my fate
Somewhere among the clouds above;
Those that I fight I do not hate
Those that I guard I do not love;
My country is Kiltartan Cross,
My countrymen Kiltartan’s poor,
No likely end could bring them loss
Or leave them happier than before.
Nor law, nor duty bade me fight,
Nor public man, nor cheering crowds,
A lonely impulse of delight
Drove to this tumult in the clouds;
I balanced all, brought all to mind,
The years to come seemed waste of breath,
A waste of breath the years behind
In balance with this life, this death.


- W. B. Yeats


Já tinha posto este poema aqui no innersmile (em 19 de Agosto de 2004), mas posso repetir, não só porque it's my party (and I cry if I want to), mas também porque é um dos meus poemas favoritos. E ainda porque me lembrei logo dele quando vi estas imagens de um avião a fazer acrobacias nos céus de Coimbra, que fiz, a partir da minha varanda, aqui há umas semanas, num any given sunday (ou seria saturday?), quando serviu para entreter as multidões que esperavam o início de um desafio de futebol.

Estas imagens, e o lonely impulse of delight, servem também para assinalar a chegada a este mundo, precisamente hoje, de alguém que, pela inevitável lei das coisas, me é muito próximo. Sangue do meu sangue, é fácil. Amor do meu amor, é o que vamos ver se a vida nos dá, a ela e a mim.