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vivement weekend
rosas
innersmile
A minha vida não anda propriamente a passar por uma fase muito fácil. E começo a sentir-me quebrar de cansaço, mas sobretudo de apreensão pelo que os próximos tempos me vão trazer, pelas decisões difíceis (tanto que nem faço ideia de quais possam ser) que vou ter de tomar num tempo que, receio bem, não esteja muito distante. E com o peso acrescido de uma enorme solidão, de ter de tomar essas decisões sozinho, pois a única pessoa com quem as poderia partilhar também estará dependente delas.

Mas vou tendo espaços para respirar e este fim de semana, que foi precedido de uma decepção, acabou por ser muito bom, apesar de tranquilo. Na sexta-feira jantei com um amigo que está feliz, e eu, além de estar feliz por ele, contagiei-me com a sua alegria. Depois fomos ver um concerto d’A Naifa (por iniciativa dele, que me desafiou), que adorei e de que hei-de falar com mais pormenor. Depois do concerto ficámos a conversar até às tantas, acho que a conversa mais séria e pessoal que tivemos nos muitos anos que já levamos da nossa amizade.

No Sábado não houve natação, o que se por um lado foi chato, porque nadar faz-me falta ao corpo e à mente, por outro deixou-me com tempo mais liberto, e foi óptimo porque acabei por ir à praia, onde já não ia há uns tempos valentes. Ainda por cima estava um tempo magnífico e deu para dar um belo de um passeio no passadiço que corre as dunas de Quiaios. Fui com o meu amigo Zé, e acabámos a lanchar ameijoas à Bulhão pato num restaurante onde me trataram por ‘jovem’. Apesar de o apetite pelas ameijoas ser do Zé, comi que me fartei e como por graça da divina providência não sou celíaco, ainda pude comer dois pães empapados no molho das ameijoas. Para culminar, fui jantar com outros amigos, a casa de uma delas. Para além dos belos dos camarões no forno (ai o ácido úrico), foi conversa e palermice até às tantas.

Para rematar o fim de semana, hoje, depois de fazer a romaria dos cafés dominicais, fui ao fim da tarde ver o Hugo, do Scorsese, e gostei mais do que estava à espera.