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extremely loud and incredibly close 4*
rosas
innersmile
Fui ver no fim de semana Extremy Loud and Incredibly Close, o mais recente filme de Stephen Daldry, o realizador de Billy Elliot, The Hours e, mais recentemente, The Reader. Trata-se da adaptação de um romance de Jonathan Safran Froer, um dos escritores da moda no EUA, e que eu tenho muita vontade ler, para mais agora, depois de ter visto o filme. E tem um elenco de luxo: Tom Hanks, Sandra Bullock, uma galeria notável de secundários - Max Von Sydow, Viola Davis, John Goodman, Jeffery Wright, e um espectacular Thomas Horn no papel de Oskar.

O filme conta a história de um miúdo com algumas dificuldades de adaptação afectiva ao mundo lá fora, compensadas por capacidades sobredotadas, cujo pai morre no ataque do 11 de Setembro. É fácil ler no filme uma metáfora do 11 de Setembro e sobretudo do luto que a América teve de fazer para se reconciliar com a falta de sentido do atentado. Mas embora sem descurar essa metáfora, o filme é sempre muito mais interessante se seguirmos colados à história e ao seu protagonista.

E aqui o filme é de uma delicadeza arrepiante, recusando-se sempre a tratar a personagem de Oskar com condescendência (ok, se calhar alguma, no final reconciliador) e até com simpatia. Ficamos sempre um bocado entalados entre um certo desconforto que o filme e Oskar nos provocam, e a impossibilidade de não nos enternecermos com o desamparo das personagens e da sua dor e da sua busca de sentido.

Para além de mostrar que sabe tratar com atenção e subtileza os temas que se propõe filmar, o Stephen Daldry confirma-se, mais uma vez, como um excelente director de actores. O filme conta ainda com fotografia, excelente, de Chris Menges, e a música original é de Alexandre Desplat.
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