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Cerimónia fraca, até a apresentação do Billy Cristal teve pouca chama e pouca piada. A melhor piada da noite, aliás, esteve a cargo dos dois premiados com melhor som, pelo filme Hugo: You go. No, you go.

The Artist, como se esperava, foi o grande vencedor da noite. E esperava-se, não tanto por causa dos prémios anteriores e das tabelas favoráveis dos apostadores, mas porque é uma celebração do cinema de Hollywood, e sabe-se como a Academia sofre de auto-comprazimento. Mais objecto do que propriamente um filme, em todo o caso o Oscar, independentemente de ser justo ou não, faz sentido. Para além de melhor filme, os 5 prémios que levou incluem o realizador, Michel Hazanavicius, e o extraordinário actor, Jean Dujardin.

O Oscar para melhor actriz da Meryl Streep só pecou porque tinha de ser. Streep podia ser a actriz mais premiada de toda a história da Academia se os Oscars fizessem sentido, e como se fosse possível premiar, de facto, os melhores. Gostei do discurso, sobretudo porque Meryl nunca perde nem a lucidez nem o sentido de humor, nem aquela simplicidade que nos faz gostar tanto dela no grande ecrã.

Hugo foi, é claro, outro dos grandes vencedores da noite, nomeadamente pela quantidade de Oscars recebidos. E nem vale dizer, como de costume, que ganhou nos prémios técnicos, porque é precisamente nas categorias técnicas que se constrói a narrativa cinematográfica.

Os prémios de que mais gostei foram os Oscars para os actor e actriz secundários, o Christopher Plummer e a Octavia Spencer, e o melhor argumento original para o Woody Allen, com Midnight in Paris.
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