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prendas
rosas
innersmile
Vinha agora a ouvir o noticiário das 8 horas na Antena 1, e ouvi uma notícia em que a jornalista começou por dizer que, entre outras coisas de que não me recordo, computadores, máquinas de café, televisores, casacos de cabedal e viagens, tudo coisas com valores que rondam os 1.500 euros, são prendas habituais na função pública. E que o governo decidiu fixar o limite do valor das prendas que os funcionários podem receber, em 1.505 euros, acrescentando a jornalista que não se percebia bem a razão de ser fixado este limite e não qualquer outro.

Devo dizer que sou funcionário público há mais de 20 anos e nunca recebi prenda nenhuma, nem das elencadas na notícia nem qualquer outra, independentemente do valor. Trabalhei numa organização onde laboravam mais de 2.500 pessoas, e agora trabalho numa com mais de 900 trabalhadores, e que me conste nunca nenhum funcionário público recebeu qualquer tipo de prendas. No serviço público onde eu trabalho, como suponho acontecer em todos os outros ou pelo menos na sua maioria, há um plano, aprovado e submetido superiormente, de combate à corrupção e à fraude, onde está bem explicitado que ninguém pode receber qualquer prenda de qualquer valor.

A notícia ou é puramente falsa ou, porque não conheço a decisão do governo em causa, é enganadora. Mais, se se pode assim livremente lançar uma suspeita de corrupção sobre mim e outros trabalhadores como eu, então também sou livre de pensar que esta notícia foi fabricada para aumentar na sociedade e no espaço mediático, o ruído de que os funcionários públicos são malandros e mandriões. Para mais no mesmo dia em que são publicadas as novas tabelas de IRS, com aumento dos escalões, dá jeito lançar a confusão, largando os cães aos carteiros do costume.

Pelo vistos vamos ter de alterar o plano de corrupção porque passa a ser legal aceitar prendar até ao limite dos 1.500 euros. Eu revelo-me desde já disponível para receber qualquer das prendas enunciadas acima, salvo talvez a máquina de café, porque como sou pouco consumidor da substância, me dá pouca serventia. Mas um plasmazinho, ó yes, é muito bem vindo. E as viagenzinhas, então, nem se fala. Vá, não se atropelem, façam uma fila ordeira...
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the muppets 3*
rosas
innersmile
Aproveitei ainda o fim de semana que passou para matar saudades e fui ver The Muppets, o filme dos Marretas, que traz de volta as personagens, mas também o próprio show televisivo. O filme serve sobretudo para os nostálgicos da série, acho eu. Havia uma certa ingenuidade nos Marretas que o filme recupera, mantendo intactas as premissas da série de TV, nomeadamente um humor muito à SNL, e a ligação ao teatro de variedades, que era, como se sabe, o cenário onde a cada semana se desenrolavam os episódios, sempre um convidado especial (e não houve ninguém, pelo menos no panorama da cultura popular do universo anglo-saxónico, que não tenha passado pelo palco dos Marretas, ali na dobra da década de 70 para a de 80).

Claro que para além dos bonecos, nomeadamente do Walter, um novo personagem na família dos Muppets, o filme tem personagens humanos, muitos deles em breves cameos. O comediante Jack Black é uma das vedetas do filme, o Chris Cooper é o vilão de serviço, e há um cameo do Mickey Rooney delicioso (note-se que Rooney tem mais de 90 anos...)
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