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o pastel
rosas
innersmile
Aqui há umas semanas, no parlamento, o ministro Álvaro respondeu a um deputado da oposição, creio que o Basílio Horta, que andava desaparecido do espaço mediático porque estava a trabalhar. Descobrimos ontem que o resultado de tanta labuta foi a peregrina ideia de internacionalizar o pastel de nata.

O ministro inspirou-se, confessadamente, no exemplo do frango assado que deu origem à famosa cadeia de restaurantes Nando’s, que eu, diga-se de passagem, já frequentei, nas longínquas paragens de um centro comercial em Kuala Lumpur. Dou de barato que a origem do Nando’s não é Portugal, mas sim a África do Sul, o que, reconheço, vem dar razão ao eixo emigracional do governo constituído pelo primeiro-ministro Relvas e o seu adjunto de Massamá, facção Rua da Milharada.

Mas esta história do pastel de nata, que mereceu logo uma reportagem no telejornal da rtp daquelas como só eles sabem fazer (sim, essas reportagens que duram dez minutos e não dizem nada de útil ou importante, ou, ao menos, vagamente interessante), é fantástica, e não me canso de imaginar as montanhas de pasteis de nata, com ou sem canela e açúcar polvilhado, necessárias para equilibrarmos o défice. Por outro lado, e como até sou guloso e adoro natas, sugiro ao governo que me pague a parte do meu salário que me roubou, em tubinhos de meia-dúzia de pasteis de Belém. O pior é que, Ai!, não me falem em Belém que eu lembro-me logo dele.

Agora a sério, quando é que a governação do país passou para as mãos dos Monty Python e esqueceram-se de me avisar?
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